Plano prevê saúde mais próxima, apoio à produção e ações voltadas às comunidades tradicionais
Levar o governo para mais perto de onde as pessoas vivem é uma das bases da gestão que o senador e candidato ao Governo de Rondônia Marcos Rogério (PL) pretende implantar no estado. Para indígenas, ribeirinhos, quilombolas e outras comunidades tradicionais, o Plano de Governo 2027–2030 prevê ações que vão do atendimento de saúde ao apoio para produzir, escoar a produção e gerar renda, considerando as características e necessidades de cada território.
Uma das principais propostas é o Raízes de Rondônia Etnodesenvolvimento e Cidadania, que reúne assistência técnica, acesso ao crédito, incentivo ao cooperativismo e à bioeconomia, além de ações de documentação e segurança alimentar. A proposta busca criar condições para que essas populações fortaleçam suas atividades e tenham mais acesso às políticas públicas sem precisar deixar seus territórios.
Na prática, isso significa apoiar desde quem produz nas comunidades até quem enfrenta grandes distâncias para conseguir atendimento médico. Para os ribeirinhos, por exemplo, o plano prevê apoio com barcos para facilitar o transporte e o escoamento da produção. No Baixo, Médio e Alto Madeira, estão previstas ainda melhorias em estruturas portuárias e atendimento regular de saúde em comunidades como Calama, São Carlos, Nazaré e Demarcação.
Na saúde, o planejamento contempla atendimento específico às populações indígenas e ribeirinhas, dentro da estratégia de regionalização. Telemedicina, polos de telessaúde e estruturas móveis estão entre os instrumentos previstos para aproximar consultas, exames e acompanhamento médico de quem hoje precisa percorrer longas distâncias em busca de atendimento.
Outro caminho é transformar a própria produção dessas comunidades em oportunidade de renda. O Produtor que Alimenta prevê ampliar a participação de comunidades tradicionais nas compras públicas de alimentos, fortalecendo agricultores familiares, associações, cooperativas e pequenos produtores e, ao mesmo tempo, fazendo a produção local chegar a quem precisa.
O plano também aposta no cooperativismo, na bioeconomia e na assistência técnica para agregar valor ao que é produzido nos próprios territórios. A proposta é ampliar oportunidades sem desconsiderar os modos de vida, os conhecimentos e as formas de produção de indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas e demais comunidades tradicionais.
A atenção a essas populações também está ligada à forma como o Plano de Governo foi construído. A elaboração das propostas passou pela escuta nos municípios, distritos e comunidades fora dos grandes centros urbanos, levando para o planejamento demandas de quem convive diariamente com dificuldades de acesso, transporte, produção e serviços públicos.
Com as ações, Marcos Rogério propõe aproximar o Estado dessas comunidades, combinando saúde, produção, renda e proteção social. O objetivo é fazer com que as políticas públicas cheguem também a quem vive mais distante, respeitando as particularidades de cada território e criando condições para que essas populações possam produzir, trabalhar e viver com mais oportunidades onde escolheram construir suas vidas.





