As equipes de resgate no Nepal chegaram ao quarto dia consecutivo de operações neste domingo (30/8), após o colapso de uma geleira no Himalaia desencadear deslizamentos de lama e enchentes devastadoras na fronteira com a China. O cenário é desolador: as autoridades locais confirmam, até o momento, 750 mortes (734 no Nepal e 16 na China) e mais de 3 mil pessoas desaparecidas, incluindo cerca de 400 turistas, segundo o Conselho de Turismo nepalês.
Esforços de resgate enfrentam clima adverso e agora têm foco em possíveis sobreviventes ilhados em túneis hidrelétricos; EUA anunciam pacote milionário de ajuda.
A tragédia, que já afetou diretamente mais de 9 mil pessoas de acordo com estimativas da Cruz Vermelha, forçou um deslocamento massivo e ações emergenciais. Até agora, mais de 7,5 mil resgates foram concluídos. Neste estágio crítico, as atenções das equipes de salvamento se voltam para as usinas hidrelétricas danificadas, onde centenas de pessoas podem estar presas dentro dos túneis.
A operação é considerada de altíssima complexidade — classificada pelo ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, como o “desastre mais grave” dos últimos anos. Os trabalhos precisaram ser paralisados diversas vezes desde sexta-feira devido ao mau tempo e ao aumento do nível do rio Trishuli. Além disso, drones identificaram novos deslizamentos no sábado, e há o temor iminente de que um lago formado pelo acúmulo de escombros na fronteira sino-nepalesa possa transbordar e gerar novas enxurradas.
A magnitude da destruição atraiu os olhares da comunidade internacional. No sábado, o governo dos Estados Unidos confirmou o envio de US$ 3,6 milhões (aproximadamente R$ 18,7 milhões) em assistência humanitária. O montante será destinado a garantir alimentação de emergência por até três meses para 10 mil famílias afetadas.





