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       Rondônia, sexta, 20 de fevereiro de 2026.

Brasil

Exonerado da Abin, Moretti diz que apuração sobre esquema de espionagem foi determinação dele

Número dois da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) exonerado pelo presidenteLuiz Inácio Lula da Silva, o delegado de carreira da Polícia Federal Alessandro Moretti afirmou nesta quarta-feira (31) que ele, como diretor-geral em exercício, foi o responsável por determinar as apurações internas relacionadas ao uso ilegal do sistema da agência para monitorar autoridades e políticos. “Grande parte do material que instrui o inquérito da PF é fruto da apuração conduzida com total independência na Abin”, declarou.
A dispensa do cargo de diretor-adjunto da instituição foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na terça-feira (30). O movimento ocorre depois de um novo desdobramento da Operação Última Milha, a Operação Vigilância Aproximada, que investiga um suposto esquema de espionagem ilegal envolvendo, entre outras pessoas, o ex-diretor-geral da agência Alexandre Ramagem e o vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro.

“Todo o material probatório coletado e produzido pela Abin foi compartilhado com a Polícia Federal, que também teve atendidas todas suas solicitações à agência”, reforçou o delegado.

Moretti foi diretor de Informação e Inovação da Abin a gestão de Jair Bolsonaro. No entanto, durante a troca de governo, foi promovido para ser o braço direito do diretor-geral da agência Luiz Fernando Corrêa, uma decisão do próprio novo comandante. Ao contrário de Moretti, Corrêa permanece na liderança da Abin.

No comunicado após a exoneração, Moretti agradeceu a confiança de Corrêa e a oportunidade de trabalhar por 33 anos na Abin. Ele também citou a transição da agência, que deixou de ser subordinada ao GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e passou a integrar a estrutura da Casa Civil. “Diversas medidas foram adotadas e muitas outras estão sendo implementadas pela atual gestão para a modernização da gestão da Agência, o que garantiu, inclusive, a citada apuração ampla e independente.”

A operação

A Polícia Federal realizou nessa segunda (29) uma operação para investigar o monitoramento ilegal realizado pela Abin durante o governo Bolsonaro. O principal alvo foi o filho do ex-presidente e vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro.

Nove endereços, incluindo a casa e o gabinete do parlamentar na Câmara Municipal, foram alvos das buscas e apreensões. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Na última quinta (25), o deputado federal e ex-diretor-geral da agência Alexandre Ramagem (PL-RJ) também foi alvo de busca e apreensão. O gabinete do parlamentar na Câmara dos Deputados foi um dos endereços visitados pelos agentes.

Os agentes apreenderam celulares e notebooks no apartamento funcional de Ramagem. O R7 apurou que um notebook e um celular ainda pertencem à Abin. Os indícios são de que o deputado continuou recebendo informações de dentro da agência mesmo após deixar o comando do órgão.

Relembre o caso

Em 2023, a PF descobriu indícios do uso de ferramentas de espionagem ilegal, como a First Mile, por servidores da Abin — entre elas, um programa de invasão de computadores que permitia acesso a todo o conteúdo privado dos alvos. Os softwares foram encontrados nos equipamentos apreendidos durante as buscas.

A suspeita é de que os investigados usavam técnicas que só são permitidas mediante prévia autorização judicial.

Na época, a PF também cumpriu 25 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo, em Santa Catarina, no Paraná e em Goiás. Os agentes encontraram US$ 171 mil em espécie na casa de um dos suspeitos, em Brasília.

FONTE:R7

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