O depoimento estava previsto para acontecer por videoconferência. Porém, Eduardo não entrou na sala virtual. Com a ausência, o caso poderá avançar às fases finais antes do julgamento definitivo. O filho de Jair Bolsonaro não indicou advogado para o processo e, por isso, está sendo representado pela Defensoria Pública da União (DPU).
Durante a audiência, o juiz auxiliar do ministro Moraes, relator do caso, destacou que a ausência de Eduardo prejudicou o interrogatório. Além disso, deu prazo de cinco dias para que DPU e PGR se manifestem sobre a necessidade de novas diligências.
No caso de não serem solicitadas novas medidas, o magistrado terá a possibilidade de abrir prazo para as alegações finais, com manifestações da PGR e, em seguida, da DPU.
De acordo com a PGR, Eduardo, junto com Paulo Figueiredo, youtuber bolsonarista e neto do ditador João Batista Figueiredo, buscou pressionar o STF e o Brasil por intermédio de sanções internacionais, usando suas supostas conexões nos Estados Unidos. O objetivo de ambos seria retaliar o Judiciário brasileiro em reação às condenações ligadas à tentativa de golpe de Estado.
Moraes critica réu
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Ele também não respondeu à intimação por edital. Em consequência da falta de posicionamento do réu, o STF determinou a atuação da Defensoria Pública. Moraes criticou a postura do ex-deputado, destacando que seu comportamento visa protelar o processo.
A denúncia contra o filho de Bolsonaro foi aceita, por unanimidade, pela Primeira Turma do STF, em novembro de 2025. Os ministros entenderam que havia indícios suficientes para abertura do processo.