Duas mulheres foram presas neste sábado (18) ao tentarem entrar com drogas escondidas no interior do presídio Jorge Thiago Aguiar Afonso, conhecido como 603, em Porto Velho (RO). As ocorrências foram registradas durante o horário oficial de visitas e reforçam uma situação que, segundo policiais penais, tem se tornado cada vez mais frequente nas unidades prisionais da capital.
De acordo com informações da Polícia Penal, as prisões aconteceram em momentos distintos, durante o procedimento padrão de revista realizado na entrada da unidade. As ações foram resultado do rigor adotado pelos servidores na fiscalização de visitantes, estratégia considerada fundamental para impedir a entrada de materiais ilícitos no sistema penitenciário.
Na primeira ocorrência, uma mulher de 44 anos foi flagrada após demonstrar comportamento suspeito durante a inspeção. Após verificação mais detalhada, as policiais penais constataram que ela transportava substâncias entorpecentes escondidas em suas partes íntimas. Conforme apurado preliminarmente, o material seria entregue ao próprio filho, que cumpre pena no presídio.
Ainda segundo os agentes, a visitante também tentava introduzir comprimidos de tadalafila, medicamento utilizado para disfunção erétil, o que também é proibido sem autorização médica e controle da administração penitenciária.
Pouco tempo depois, uma segunda prisão foi registrada. Uma mulher de 33 anos acabou descoberta após levantamento de suspeita durante a revista. Informações da Polícia Penal apontam que ela havia ingerido cápsulas contendo entorpecentes, que estavam sendo transportadas no estômago. A droga teria como destino o marido, também apenado da unidade.
As duas receberam voz de prisão imediata e foram encaminhadas ao Departamento de Flagrantes, onde ficaram à disposição da Justiça. Elas deverão responder pelo crime de tráfico de drogas, com agravante pelo fato de a tentativa ter ocorrido dentro das dependências de estabelecimento prisional.
Tentativas recorrentes preocupam autoridades
De acordo com servidores do sistema penitenciário, ocorrências desse tipo têm sido registradas com frequência crescente em Porto Velho. Mulheres, companheiras ou familiares de detentos acabam sendo utilizadas como meio para tentar abastecer internos com drogas e outros produtos proibidos.
A Polícia Penal destaca que o reforço nos protocolos de revista, aliado ao uso de técnicas especializadas e à experiência das equipes femininas de fiscalização, tem sido determinante para impedir que os materiais ilícitos cheguem às galerias.
A direção da unidade reforçou ainda que todas as visitas passam por procedimentos legais de inspeção e que qualquer tentativa de burlar a segurança resulta em prisão imediata e responsabilização criminal, além da suspensão do direito de visitas aos apenados envolvidos.
As investigações seguem para identificar possíveis conexões internas e externas relacionadas ao envio dos entorpecentes para dentro do sistema prisional.





