Ações integradas de vigilância e assistência às hepatites virais foram intensificadas entre os dias 24 e 28 de março, em Guajará-Mirim, com foco na população indígena em situação crônica e da fronteira. A mobilização reuniu atendimentos especializados, visitas técnicas e estratégias de prevenção, fortalecendo o enfrentamento da doença na região entre Brasil e Bolívia.
O trabalho da coordenação estadual de hepatites virais, durante a semana, priorizou rodas de conversa com técnicos, visitas à Unidade Básica de Saúde (UBS), à equipe da saúde prisional e ao Laboratório de Fronteira (Lafron), além de discussões e alinhamento de fluxos e monitoramento dos casos, otimizando a resolutividade da rede de saúde e fortalecimento das ações contínuas de vigilância em saúde.
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a ação fortalece a saúde pública em regiões estratégicas. “Estamos investindo na ampliação do acesso ao diagnóstico, tratamento e prevenção, especialmente em áreas de difícil acesso. A intensificação da vigilância em saúde na fronteira é essencial para garantir atendimento eficiente à população”, evidenciou.

População da fronteira teve atendimento clínico
O diretor-geral da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa/RO), Gilvander Gregório de Lima, ressaltou que o fortalecimento da vigilância e da assistência em regiões de fronteira é estratégico para interromper a cadeia de transmissão e ampliar o acesso ao tratamento.
INTEGRAÇÃO
As atividades incluíram ainda, a participação no momento cultural realizado na Casa de Saúde Indígena (Casai), no dia 27, e tiveram continuidade no dia 28, com o acompanhamento dos atendimentos no Serviço de Atendimento Especializado (SAE) de Guajará-Mirim, da prefeitura. Essa etapa fortaleceu o trabalho desenvolvido pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Porto Velho, que ao longo da semana, organizou atendimentos voltados a pacientes indígenas em condição crônica acolhidos pela Casai.
O Coordenador do DSEI, Isac Wajuru, acompanhou as ações e destacou a importância da integração entre os serviços para assegurar a continuidade do cuidado. A unidade atua como ponto de apoio essencial, garantindo suporte durante os exames e consultas, e o tratamento.
O médico pesquisador da (Fiocruz/Cepem), Juan Villalobos, destacou que a região apresenta um cenário epidemiológico diferenciado, principalmente entre os povos indígenas, que historicamente tiveram alta incidência de hepatites B e D. Segundo ele, a ampliação da vacinação e das estratégias de prevenção mudou esse panorama, e ações como essa permitem compreender melhor a evolução da doença e qualificar o cuidado aos pacientes.

As ações contaram com a participação de diversas instituições
O médico especialista Wilson Flores, do Centro Regional de Vigilância, Informação e Referência em DST/HIV/AIDS e Hepatites Virais (CRVIR), da Bolívia, também participou da ação e salientou a importância da cooperação entre os países para o fortalecimento da assistência em saúde na região de fronteira, destacando a troca de experiências e a aproximação com os serviços brasileiros como fundamentais para qualificar o atendimento aos pacientes dos dois países.
PARCERIAS
As ações contaram com a participação de diversas instituições, como DSEI, Casai, Serviço de Atendimento Especializado (SAE) de Guajará-Mirim, Prefeitura Municipal, Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), Centro de Pesquisa em Medicina Tropical (Cepem), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Federal de Rondônia (IFRO), Laboratório de Fronteira (Lafron), Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), e o Exército Brasileiro, fortalecendo a atuação integrada na assistência, vigilância e prevenção das hepatites virais.
Fonte
Texto: Aurimar Lima
Fotos: Cristian Alves
Secom – Governo de Rondônia





