A tragédia provocada pelos dois fortes terremotos que atingiram a região norte da Venezuela continua se agravando. Neste domingo (28), o governo venezuelano confirmou que o número de mortos subiu para 1.430, enquanto mais de 3.000 pessoas ficaram feridas e cerca de 3.100 perderam suas casas. Os abalos sísmicos, registrados na noite da última quarta-feira (24), devastaram bairros inteiros de Caracas e cidades vizinhas, provocando o maior desastre natural enfrentado pelo país em mais de um século. Equipes de resgate seguem trabalhando de forma ininterrupta na tentativa de localizar sobreviventes sob os escombros.
Segundo informações obtidas pelo portal de notícias Hora1Rondônia, autoridades venezuelanas informaram que mais de 1.600 socorristas estrangeiros já chegaram ao país em 17 voos humanitários para reforçar as operações de busca, enquanto outras aeronaves com equipes especializadas e equipamentos devem desembarcar nas próximas horas. O Brasil também enviou ajuda humanitária, incluindo médicos, cães farejadores e equipamentos de resgate, em uma força-tarefa internacional que reúne diversos países para auxiliar as vítimas da catástrofe.
A Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) alertam que o impacto do desastre pode ser ainda maior do que o registrado oficialmente. As estimativas apontam que até 6,8 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelos tremores, sendo aproximadamente dois milhões somente na capital, Caracas. O Escritório de Ajuda Humanitária da ONU calcula que mais de 50 mil pessoas continuam desaparecidas, enquanto centenas permanecem presas sob estruturas destruídas. Até o momento, pelo menos 383 edifícios sofreram colapso total ou danos severos.
Os terremotos ocorreram com menos de um minuto de intervalo, alcançando magnitudes de 7,2 e 7,5, com epicentro próximo à cidade de El Guayabo, a cerca de 168 quilômetros de Caracas. A baixa profundidade dos abalos e o fato de terem atingido áreas altamente povoadas explicam o enorme rastro de destruição. Réplicas continuam sendo registradas em cidades costeiras, como La Guaira, uma das regiões mais atingidas, enquanto o aeroporto internacional de Caracas permanece fechado. Especialistas do USGS alertam que, diante da magnitude da tragédia e da extensão dos danos, o número de vítimas fatais ainda poderá ultrapassar 10 mil pessoas nos próximos dias, à medida que as operações de resgate avançam.




