A onda de ataques contra provedores de internet em Porto Velho, capital de Rondônia, segue amedrontando empresários do setor e acende um alerta para o avanço do crime organizado no estado. Os atentados, que vêm ocorrendo de forma sucessiva, têm gerado um clima de insegurança e apreensão, enquanto o setor cobra respostas mais firmes das autoridades de segurança pública.
Na manhã desta sexta-feira (06), mais um ataque foi registrado. Uma empresa provedora de internet localizada na Rua Daniela, no bairro Cuniã, zona Leste da capital, foi alvo de disparos de arma de fogo. Conforme informações apuradas, dois indivíduos passaram em frente ao estacionamento comercial do estabelecimento em uma motocicleta. O passageiro, que estava na garupa, sacou uma arma e efetuou ao menos um disparo em direção à loja, atingindo a porta de vidro. Em seguida, a dupla fugiu do local em alta velocidade.
Apesar do ataque, ninguém ficou ferido. O dano foi apenas material, porém o impacto psicológico sobre empresários e funcionários tem sido significativo, diante do temor de novos atentados.
De acordo com informações preliminares obtidas por fontes ligadas à segurança pública, esses ataques estariam sendo orquestrados por integrantes de uma facção criminosa que atua em Porto Velho. A principal linha de investigação aponta que os criminosos estariam praticando extorsão contra os provedores de internet, exigindo o pagamento de uma quantia em dinheiro para que as empresas recebam uma espécie de “proteção criminosa” e deixem de ser alvo de novos ataques.
Empresários do setor relatam que a situação tem se agravado nos últimos meses e que há um sentimento de medo generalizado, uma vez que os ataques são realizados de forma rápida, violenta e sem preocupação com a presença de funcionários ou clientes.
A Polícia Militar foi acionada logo após o atentado e realizou buscas na região, mas até o momento nenhum suspeito foi preso. O caso será investigado pela Polícia Civil, que deve aprofundar as apurações para identificar os envolvidos, confirmar a motivação criminosa e desarticular a possível rede de extorsão.
Enquanto isso, empresários cobram ações integradas dos poderes públicos e reforço no policiamento, temendo que a escalada da violência continue e comprometa não apenas os negócios, mas também a segurança da população de Porto Velho.