A madrugada deste domingo foi marcada por mais um episódio de violência em Vilhena, no Cone Sul de Rondônia. O tatuador profissional Igor Rocha Oliveira, de 28 anos, foi encontrado morto em uma área de mata próxima à divisa entre os bairros Cristo Rei e Jardim Primavera, região já conhecida pelas constantes ocorrências policiais e pelo intenso fluxo de usuários de drogas durante a noite.
O corpo da vítima foi localizado por moradores que passavam pelo local nas primeiras horas da manhã e acionaram a Polícia Militar. Ao chegarem, os policiais constataram que o jovem já estava sem sinais vitais. Igor apresentava marcas compatíveis com asfixia, possivelmente provocada por um cadarço encontrado junto ao corpo, indicando fortes indícios de homicídio.
Equipes da Polícia Militar realizaram o isolamento da área para preservar a cena do crime até a chegada da Perícia Oficial e Identificação Técnica (POLITEC), responsável pelos levantamentos técnicos e coleta de vestígios que possam auxiliar na identificação da autoria e motivação do assassinato. A região onde o corpo foi encontrado é considerada ponto sensível para ações criminosas, fator que passou a integrar as linhas iniciais da investigação.
De acordo com as primeiras análises periciais, a morte pode ter ocorrido cerca de quatro horas antes da localização do corpo, o que indica que o crime aconteceu ainda durante a madrugada. A ausência de testemunhas diretas dificulta, neste primeiro momento, a reconstituição exata da dinâmica do homicídio.
Um detalhe que chamou a atenção das autoridades foi o fato de Igor utilizar tornozeleira eletrônica. Conforme apurado, o equipamento estava desligado havia quase um mês. O dispositivo fazia parte de uma medida cautelar relacionada a um processo judicial, não estando a vítima cumprindo pena em regime fechado no momento do crime.
Conhecido no município, Igor Rocha Oliveira atuava há anos como tatuador profissional e mantinha clientela consolidada na cidade. Além da atuação artística, já havia trabalhado como soldador e também realizava serviços autônomos. Nas redes sociais, amigos e familiares lamentaram a morte precoce do jovem, descrevendo-o como trabalhador e querido no meio social, ao mesmo tempo em que pedem justiça e esclarecimento do caso.
A Polícia Civil de Vilhena assumiu as investigações e trabalha com diversas hipóteses, incluindo possível acerto de contas e eventual ligação com o tráfico de entorpecentes, embora nenhuma linha investigativa tenha sido confirmada oficialmente até o momento. O caso reforça o cenário de preocupação com o avanço da criminalidade durante a madrugada em bairros periféricos do município.





