A morte da empresária Mauzira Borges Dutra Ferreira, de 61 anos, continua sendo investigada pelas forças de segurança e novos elementos apurados ao longo dos últimos dias apontam que o crime pode ter sido cuidadosamente planejado pelo suspeito. O caso, que abalou profundamente o município de Espigão do Oeste, mobiliza equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar desde o momento em que o corpo da vítima foi localizado.
Desde o registro da ocorrência, os investigadores passaram a concentrar esforços na reconstrução dos últimos passos da vítima. Conforme informações obtidas pela equipe de jornalismo, uma série de diligências foi realizada, incluindo levantamento de imagens de câmeras de monitoramento, coleta de depoimentos de testemunhas e análise detalhada da rotina da empresária nos dias que antecederam o crime.
Negociação pode ter sido usada como armadilha
De acordo com a investigação, Mauzira mantinha contato frequente, por meio de aplicativo de mensagens, com um homem que se apresentava como possível comprador de joias. Durante as conversas, o suspeito teria conquistado a confiança da vítima ao afirmar que havia recebido uma herança e que possuía grande quantia em dinheiro em espécie.
O indivíduo demonstrava interesse não apenas na aquisição das joias comercializadas por Mauzira, mas também em negociar parte de suas propriedades. Em uma das mensagens, ele ainda mencionou a intenção de quitar uma antiga dívida que sua esposa supostamente teria com a empresária, argumento que reforçou a credibilidade da negociação.
Familiares relataram que a vítima acreditava estar diante de uma oportunidade legítima de negócio, o que pode ter contribuído para que aceitasse se encontrar pessoalmente com o suspeito.
Conversas recuperadas foram decisivas
Um dos pontos considerados cruciais para o avanço das investigações foi a recuperação das conversas armazenadas em backup pelos familiares da vítima. O material permitiu aos investigadores compreender como o suspeito teria conduzido o diálogo de forma estratégica, insistindo até convencer Mauzira a se deslocar para finalizar a negociação.
Segundo a apuração policial, ao chegar ao local combinado, a empresária foi surpreendida e rendida. O suspeito teria entrado no veículo da vítima e obrigado que ambos seguissem até a região da Estrada do Calcário, área afastada do perímetro urbano, onde o crime foi consumado.
Roubo de joias após o crime
Após a ação criminosa, o suspeito fugiu levando diversos pertences da empresária, incluindo um mostruário de joias avaliado em aproximadamente R$ 500 mil, reforçando a linha investigativa de que o crime teve motivação patrimonial e foi previamente arquitetado.
Equipes policiais intensificaram buscas e levantamentos para identificar o paradeiro do autor e possíveis comparsas que possam ter participado do planejamento ou da execução do delito.
Suspeito localizado em operação conjunta
Na tarde da sexta-feira, 3 de abril de 2026, uma operação integrada entre Polícia Militar e Polícia Civil resultou na localização e detenção de um dos suspeitos no bairro Liberdade. O homem foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Pimenta Bueno, onde prestou depoimento e permanece à disposição da Justiça.
As autoridades não descartam a participação de outras pessoas e seguem analisando provas técnicas, registros telefônicos e novas informações que surgem ao longo das investigações.
Comoção e expectativa por justiça
A morte de Mauzira Borges Dutra Ferreira provocou forte comoção em Espigão do Oeste. Conhecida na comunidade pelo trabalho e pelas relações comerciais construídas ao longo dos anos, a empresária era considerada uma pessoa respeitada e querida por moradores da região.
Enquanto o inquérito policial avança, familiares, amigos e a população acompanham atentamente o desenrolar do caso, na expectativa de que todos os responsáveis sejam identificados e responsabilizados perante a Justiça.





