Violência crescente preocupa população em Porto Velho e levanta questionamentos sobre índices oficiais de criminalidade em Rondônia
A sensação de insegurança tem tomado conta de moradores e empresários em Porto Velho, capital do estado de Rondônia. Nos últimos dias, uma sequência de crimes violentos incluindo roubos à luz do dia, ataques a tiros, esfaqueamentos, homicídios e tentativas de assassinato tem gerado revolta e medo na população, que cobra respostas mais firmes das autoridades responsáveis pela segurança pública.
Segundo relatos de comerciantes e moradores, assaltos praticados por criminosos armados têm ocorrido em plena luz do dia, muitas vezes em locais movimentados da capital. Em vários desses casos recentes, vítimas foram rendidas de forma violenta, algumas chegando a ser baleadas ou feridas com golpes de faca durante as ações criminosas.
A situação ganhou ainda mais repercussão após a exoneração do então comandante-geral da Polícia Militar, Régis Braguim. Desde a saída do oficial, parte da população e até integrantes do setor empresarial afirmam perceber um aumento nas ações do crime organizado, o que estaria contribuindo para a sensação de descontrole na segurança pública.
Atualmente, o comando da Polícia Militar está sob responsabilidade do coronel Glauber Souto. Entretanto, a nova gestão tem sido alvo de críticas e questionamentos por parte de setores da sociedade. Há quem avalie que, até o momento, o comando não conseguiu apresentar respostas rápidas diante do avanço de crimes violentos registrados recentemente em diferentes regiões da capital e também no interior do estado.
Nos bastidores da própria corporação, comentários apontam que o atual comandante já teria passado por diferentes unidades e batalhões da Polícia Militar ao longo da carreira, mas que em alguns desses períodos não teria conseguido manter uma gestão considerada eficiente. Para críticos da atual administração, esse histórico estaria refletindo na dificuldade em estabelecer uma estratégia clara e firme para enfrentar o crescimento da criminalidade.
Outro ponto que tem gerado debate é a divergência entre a percepção da população e os dados divulgados por órgãos oficiais de segurança pública. Enquanto moradores relatam um aumento significativo da criminalidade, relatórios e levantamentos divulgados por instituições estaduais indicam redução em determinados índices de crimes em Rondônia.

Essa diferença entre números oficiais e a realidade percebida no dia a dia tem provocado questionamentos. Sites de notícias locais, que acompanham ocorrências policiais de forma constante, registram diariamente casos graves de violência, o que, segundo analistas e parte da sociedade civil, não refletiria uma redução real da criminalidade.
Outro fator que tem chamado atenção nos bastidores da segurança pública é o aparente afastamento do secretário de Segurança Pública do estado, Vital (Secretário de Segurança Pública de Rondônia). Diferente de períodos anteriores, quando o secretário costumava aparecer com frequência em operações policiais e também em publicações nas redes sociais relacionadas às ações de combate ao crime, atualmente sua presença tem sido considerada bastante discreta.
Antes visto participando ativamente de operações integradas e divulgando resultados das forças de segurança, o secretário praticamente desapareceu do cenário público nas últimas semanas. A ausência tanto em agendas operacionais quanto em suas próprias redes sociais tem gerado questionamentos entre profissionais da imprensa e parte da população, que se perguntam quais seriam os motivos para esse repentino silêncio.
Apesar das críticas e do clima de insegurança relatado por moradores, as forças de segurança do estado incluindo Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Penal seguem realizando operações, investigações e estratégias para combater o avanço da criminalidade. A atuação integrada entre as corporações é considerada essencial para enfrentar crimes violentos e a atuação de grupos criminosos.
Especialistas em segurança pública destacam que o combate efetivo à criminalidade exige não apenas operações repressivas, mas também planejamento estratégico, inteligência policial e presença constante do Estado nas áreas mais vulneráveis.
Enquanto isso, em Porto Velho, a população segue apreensiva. Empresários reforçam investimentos em segurança privada e moradores evitam circular em determinados horários ou regiões da cidade, refletindo o clima de insegurança que se instalou na capital.
Diante desse cenário, cresce a expectativa de que as autoridades apresentem medidas mais contundentes para restaurar a sensação de segurança e reduzir os índices de violência em todo o estado de Rondônia. A sociedade também aguarda posicionamentos mais claros das lideranças da segurança pública sobre quais estratégias serão adotadas para enfrentar o avanço da criminalidade e restabelecer a confiança da população nas instituições responsáveis pela ordem pública.





