O dia 2 de novembro, celebrado como Dia de Finados, movimenta os cemitérios de Porto Velho, onde familiares e amigos se reúnem para prestar homenagens aos entes queridos, em momentos de oração, saudade e reflexão. A capital conta com cemitérios públicos, particulares e espaços históricos que também preservam a memória de pioneiros, militares, personalidades regionais e trabalhadores que participaram da construção da cidade.
Entre os principais locais está o Cemitério Santo Antônio, na Estrada de Santo Antônio, no bairro Militar. Considerado o maior cemitério público de Rondônia, o espaço possui aproximadamente 250 mil metros quadrados e mais de 95 mil sepulturas. Também estão entre as opções o Jardim da Saudade, localizado na BR-364, no sentido Porto Velho–Cuiabá, com cerca de 70 mil metros quadrados, e o Recanto da Paz, situado em frente ao campus da Universidade Federal de Rondônia (Unir), na saída para o Acre. Segundo dados de visitações anteriores, aproximadamente 16 mil pessoas passam pelos cemitérios Santo Antônio e dos Inocentes durante o feriado.
Além dos cemitérios em funcionamento, Porto Velho possui espaços históricos que ajudam a contar a trajetória da capital. O Cemitério dos Inocentes, fundado em 24 de janeiro de 1915, na região do bairro Mocambo, guarda túmulos de personalidades como o poeta Joaquim Vespasiano Ramos, o carnavalesco Manelão e o médico Ary Pinheiro. Já o Cemitério da Candelária, localizado na avenida Farquar, no bairro Triângulo, foi criado na década de 1910 para receber trabalhadores brasileiros e estrangeiros que participaram da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.
Outro espaço é o Cemitério dos Pioneiros, conhecido como Recanto da Saudade, localizado na área do 5º Batalhão de Engenharia de Construção, cuja visitação depende de autorização militar. Para receber os visitantes neste período, a Prefeitura realizou serviços de roçagem, rastelamento e retirada de resíduos no Cemitério Santo Antônio, com previsão de mobilização de aproximadamente 60 trabalhadores.
Mas o Dia de Finados também representa uma oportunidade de renda extra para muitas famílias. Nas proximidades dos cemitérios, trabalhadores autônomos e pequenos comerciantes aproveitam o aumento da movimentação para vender flores naturais e artificiais, vasos, arranjos, velas e outros artigos utilizados na ornamentação dos túmulos. A comercialização de alimentos e bebidas também ganha espaço, atendendo às pessoas que passam o dia visitando os locais.
Para organizar essa atividade, foram credenciados 75 vendedores ambulantes para comercializar flores, velas, alimentos e bebidas não alcoólicas no entorno do Cemitério Santo Antônio, entre os dias 31 de outubro e 2 de novembro. Para muitos desses trabalhadores, o movimento do feriado representa uma oportunidade de reforçar o orçamento doméstico e garantir um dinheiro a mais.
Assim, entre homenagens, lembranças e demonstrações de fé, o Dia de Finados também movimenta a economia local. Enquanto milhares de pessoas visitam os cemitérios para recordar familiares e amigos que já partiram, comerciantes aproveitam a data para transformar o aumento da circulação de visitantes em uma oportunidade de trabalho e geração de renda.




