O desaparecimento do médico Lucas Macedo Martins, registrado desde a última terça-feira (21), teve um desfecho trágico na manhã desta sexta-feira (24), quando o corpo da vítima foi localizado escondido dentro de um túmulo violado no Cemitério Santo Antônio, situado na Estrada de Santo Antônio, bairro Militar, em Porto Velho. A descoberta mobilizou equipes da Polícia Militar, Perícia Criminal e da Polícia Civil, que iniciaram os primeiros levantamentos para esclarecer a dinâmica do assassinato e identificar os responsáveis pelo crime.
Segundo informações obtidas pelo portal de notícias Hora1Rondônia, o corpo foi encontrado após o gerente do cemitério perceber uma movimentação suspeita em um dos jazigos. Ao verificar o local, constatou que o túmulo havia sido arrombado e, no interior, estava o cadáver do médico. A área foi imediatamente isolada para os trabalhos da Perícia Criminal, que identificou sinais de extrema violência. Conforme os peritos, Lucas foi morto com diversos golpes de pedra na região da cabeça, provocando graves lesões e deixando o rosto completamente desfigurado.
As investigações apontam, de forma preliminar, para a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte). Após o assassinato, os criminosos teriam levado o veículo da vítima, um Volkswagen Virtus, que já foi flagrado por câmeras de monitoramento trafegando pela BR-364 em direção ao município de Guajará-Mirim. A rota é conhecida pelas forças de segurança por ser frequentemente utilizada para o transporte ilegal de veículos roubados com destino à Bolívia, o que reforça uma das linhas investigativas da Polícia Civil.
O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Porto Velho, que concentra esforços na análise de imagens de câmeras de segurança, coleta de depoimentos de testemunhas e realização de exames periciais, incluindo perícia papiloscópica, para identificar os envolvidos. A expectativa é que o avanço das diligências e das provas técnicas permita esclarecer a motivação do crime e localizar os autores, que seguem sendo procurados pelas autoridades.





