Um ataque considerado covarde e violento, atribuído a integrantes do grupo denominado Liga dos Camponeses Pobres (LCP), resultou na morte do policial civil aposentado Joaquim Lopes da Silva e deixou outras quatro pessoas feridas a tiros na tarde desta terça-feira (14), na Fazenda Norbrasil, localizada às margens da BR-364, no distrito de Nova Mutum Paraná, em Porto Velho (RO).
De acordo com informações apuradas, as vítimas retornavam do almoço em uma caminhonete Toyota Hilux dentro da propriedade rural quando foram surpreendidas por criminosos armados que estavam escondidos nas proximidades da estrada interna da fazenda.
Os suspeitos abriram fogo contra o veículo, efetuando diversos disparos. Após o ataque, o grupo criminoso ainda ateou fogo na caminhonete, aumentando o cenário de destruição e pânico no local.
Foram atingidos pelos disparos:
- José A. V., 43 anos, de nacionalidade boliviana;
- Juan C. C. V., 34 anos, também boliviano;
- Carlos da S. D.;
- Marcelito O. R.
Segundo relatos preliminares, dois dos feridos conseguiram fugir correndo em direção à BR-364, onde receberam socorro de uma guarnição da Polícia Militar do 9º Batalhão, sob comando do sargento Leomar.
Eles foram encaminhados inicialmente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do distrito de Jaci-Paraná e, devido à gravidade dos ferimentos, transferidos posteriormente ao Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II, na capital.
Já os dois trabalhadores bolivianos foram levados ao Hospital Regional de Extrema, onde prestaram as primeiras informações às equipes policiais sobre a dinâmica do ataque.
O policial civil aposentado Joaquim Lopes da Silva, que estaria prestando apoio aos trabalhadores da fazenda, não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local da emboscada.
Além das vítimas baleadas, há informações de que outros quatro funcionários da propriedade permanecem desaparecidos, o que mobilizou forças de segurança para buscas na região.
Após o ataque, equipes da Polícia Militar, da Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Contra a Vida (DHPP), da Perícia Criminal e do rabecão do Instituto Médico Legal foram acionadas e se deslocaram até a área do conflito agrário.
Os trabalhos incluíram o resgate do corpo da vítima fatal, coleta de vestígios, levantamento pericial e início das investigações para identificar os autores e esclarecer as circunstâncias do crime.
A Polícia Civil trata o caso como ataque armado em contexto de conflito agrário. As autoridades buscam identificar todos os envolvidos, bem como localizar os trabalhadores desaparecidos.
A região onde ocorreu o atentado já registra histórico de tensões fundiárias, e o policiamento foi reforçado para evitar novos confrontos. O caso segue sob investigação. Novas informações deverão ser divulgadas conforme o avanço das diligências policiais.





