Histórias de mulheres que transformam o campo fortalecem a agricultura familiar
Antes mesmo do sol nascer, elas já estão de pé. Plantam, colhem, administram, cuidam da família e ainda encontram força para sonhar. No campo, a presença feminina não é apenas apoio, é liderança, decisão e transformação.
No Brasil, as mulheres já representam cerca de 38% da força de trabalho no agronegócio e ocupam mais de 30% dos cargos de liderança no setor. Números que refletem uma mudança histórica em um espaço tradicionalmente masculino. No Dia Internacional da Mulher, 8 de março, essas histórias ganham ainda mais significado.
No assentamento Nova Conquista, a 14 quilômetros da capital, a produtora rural Raimunda Luiza Nunes Moreira, de 47 anos, é símbolo dessa força. Em uma área de três hectares, ela cultiva alface, couve, cheiro-verde, macaxeira e cria porcos, galinhas e produz ovos caipiras ao lado do marido e dos filhos. A produção é vendida sob encomenda e parte garante o sustento da própria família.
Mesmo enfrentando um câncer de mama em tratamento, Raimunda nunca pensou em desistir. “A agricultura é o que sustenta a gente. Mesmo com a doença, não parei. Continuo plantando e lutando pela minha família”, relata emocionada.
Histórias como a dela são acompanhadas de perto pela Secretaria Municipal de Agricultura – Semagric, que oferece assistência técnica, capacitações, elaboração de projetos, incentivo à produção e apoio à comercialização para fortalecer especialmente as mulheres da agricultura familiar.
A engenheira agrônoma, Lais Mary Lisboa de Lima, que atua há mais de 15 anos com projetos voltados ao pequeno produtor, destaca o protagonismo feminino no campo. “As mulheres têm uma força de vontade impressionante. Elas buscam conhecimento, se organizam, participam das capacitações e assumem a gestão da propriedade com responsabilidade e visão de futuro”, afirma.





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