O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (Gaema), promoveu a primeira reunião com órgãos ambientais e fiscalizadores com a temática voltada ao monitoramento de eventos ambientais extremos, com foco em alagamentos, cheias e mudanças no regime hidrológico no Estado de Rondônia. O encontro aconteceu na última sexta-feira (30/1), no edifício-sede do MPRO, em Porto Velho.
A reunião foi presidida pela coordenadora do Gaema, promotora de Justiça Valéria Giumelli Canestrini, e teve como participantes representantes do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), Universidade Federal de Rondônia (Unir), Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Defesa Civil, Exército Brasileiro, Marinha Brasileira, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Energisa, Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), Caerd, Serviço Geológico Brasileiro (SGB), Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas) e Secretaria Municipal de Saúde (Semusa).
A promotora de Justiça solicitou que cada instituição apresentasse seu planejamento, visando proporcionar a todos um panorama das ações em andamento, dos recursos disponíveis no estado e das possibilidades de colaboração. “O Ministério Público se coloca à disposição para auxiliar no que for necessário para aprimorar o trabalho de cada órgão”, reforça Valéria Canestrini.
Previsões
Os órgãos de monitoramento climático informaram que, para os próximos meses, há previsão de chuvas acima da média, especialmente nas regiões norte e oeste de Rondônia, que integram a bacia do Rio Madeira. O nível dos rios segue dentro dos parâmetros esperados, porém não se descarta a possibilidade de elevação suficiente para provocar alagamentos em áreas historicamente vulneráveis, exigindo acompanhamento contínuo.
Também foi destacado que, a partir do segundo semestre de 2026, há possibilidade de intensificação do período de estiagem, o que demanda planejamento antecipado por parte dos órgãos públicos para mitigar impactos ambientais, sociais e econômicos.
Ações em andamento
As ações destacadas envolvem um conjunto de iniciativas preventivas voltadas para reduzir riscos associados a inundações, períodos de estiagem e outros eventos climáticos severos. Entre as medidas estão a preparação de equipes locais de brigadistas, manutenção de equipamentos essenciais, organização de estoques emergenciais como água e cestas básicas e atenção redobrada a áreas historicamente mais vulneráveis, trabalho desenvolvido pela Defesa Civil, por meio do Corpo de Bombeiros. Essas ações buscam fortalecer a capacidade de resposta e garantir que comunidades isoladas ou expostas a cheias sazonais tenham suporte rápido e eficiente.
Ao mesmo tempo, houve avanços no monitoramento ambiental e na integração de informações que ajudam a antecipar ocorrências climáticas e seus impactos. Dados atualizados sobre chuva, nível dos rios, focos de calor e alterações na vegetação permitem intervenções mais precisas. Além disso, foram ressaltados os efeitos dos extremos climáticos na saúde pública, especialmente o aumento de doenças relacionadas à água e às mudanças nos vetores, reforçando a importância de integrar vigilância ambiental e estratégias preventivas de saúde, com foco nas populações mais vulneráveis.
Com a reunião, o Ministério Público de Rondônia reforçou seu papel de articulação interinstitucional, acompanhando o planejamento e cobrando medidas estruturais, como a implementação de planos municipais de proteção e defesa civil, visando garantir continuidade das políticas públicas e reduzir os impactos dos eventos climáticos extremos sobre a população.
Gerência de Comunicação Integrada (GCI)
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