“Isso [Estreito de Ormuz] será reaberto muito em breve, se tudo correr bem”, disse. Questionado sobre quando a navegação poderia ser normalizada, caso o acordo seja alcançado, Trump respondeu: “Imediatamente”.
A declaração foi dada a jornalistas antes de uma viagem oficial, após questionamentos sobre o futuro da principal rota energética do mundo, responsável pelo escoamento de cerca de 20% do petróleo global. Trump indicou que as conversas com o Irã têm sido “produtivas” e sugeriu que ele próprio poderia participar da supervisão da passagem ao lado do líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei.
Escalada do conflito
- O impasse ganhou força depois de um ataque coordenado por Estados Unidos e Israel que matou o então líder supremo iraniano, Ali Khamenei, no fim de fevereiro.
- Desde então, ameaças mútuas se intensificaram, incluindo a possibilidade de novos bombardeios e o bloqueio total da passagem marítima.
- Durante o final de semana que marca as vésperas de um mês de guerra, o conflito escalou consideravelmente.
- No sábado (21/3), o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que as ofensivas contra o Irã serão ampliadas, com foco em alvos estratégicos e lideranças do regime.
- Em resposta, Teerã reiterou que utilizará “todos os meios necessários” para defender o país e manter o controle sobre o estreito.
- Trump afirmou que os EUA estão próximos de atingir seus objetivos, mas condicionou uma desescalada efetiva à reabertura do Estreito de Ormuz — ponto central para a estabilidade energética global.
Irã nega negociações
Apesar do tom otimista de Washington, o governo iraniano nega qualquer negociação em andamento. Segundo uma agência de notícias ligada à Guarda Revolucionária, um alto funcionário de segurança afirmou que não há diálogo com os EUA e que a sinalização de recuo norte-americano estaria ligada à pressão dos mercados financeiros diante da escalada do conflito.
Mais cedo, Trump anunciou a suspensão, por cinco dias, de eventuais ataques a instalações energéticas iranianas, citando avanços nas conversas. Teerã, por sua vez, interpretou a decisão como resultado de ameaças militares “sérias e credíveis” feitas pelo país persa.
FONTE: Metrópoles