Três homens morreram na manhã deste sábado (17/1) após a queda de um helicóptero na região de Guaratiba, na zona oeste do Rio de Janeiro. As vítimas foram identificadas como Lucas Silva Souza, capitão do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ); Sérgio Nunes Miranda, major aviador da Força Aérea Brasileira (FAB); e Diego Dantas Lima Morais, instrutor de voo.
O acidente envolveu um helicóptero Robinson R44 II, de prefixo PS-GJS, que caiu em uma área de mata próxima ao cruzamento da Avenida Levy Neves com a Rua Tasso da Silveira. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas imediatamente, mas, ao chegarem ao local, as três vítimas já estavam sem vida.
O capitão Lucas Silva Souza atuava como piloto do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros. Além da carreira militar, ele também cursava Direito. Em nota oficial divulgada nas redes sociais, a corporação lamentou profundamente a perda do oficial.
“Ao longo de sua trajetória na Corporação, Lucas destacou-se pelo profissionalismo, pela ética e pelo compromisso com a missão de salvar vidas. Sua competência, seu zelo pela profissão e, principalmente, seu amor por voar vão ecoar para sempre na memória de todos que tiveram a honra de conviver com ele”, destacou o CBMERJ.
Outra vítima foi o major aviador Sérgio Nunes Miranda, da Força Aérea Brasileira. Bastante ativo nas redes sociais, o militar costumava compartilhar registros de voos e ações ligadas ao Projeto Semeando o Amanhã, iniciativa social da qual era coordenador. A ONG atende crianças e famílias em situação de vulnerabilidade social na Comunidade do Guarda, no Rio de Janeiro.
A morte do major gerou forte comoção entre amigos, familiares e colegas de farda. Diversas homenagens foram publicadas nas redes sociais. “Há poucos dias eu estava contando para alguém como você me ensinou a escolher limão. E hoje recebo essa notícia”, escreveu uma amiga, em tom de despedida.
O único civil entre os mortos é Diego Dantas Lima Morais, que atuava como instrutor de voo e também como piloto na empresa SkyRio, especializada em voos panorâmicos turísticos sobre pontos icônicos da capital fluminense, como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar.
Dinâmica do acidente e investigação
Informações preliminares apontam que o helicóptero teria pousado no Aeroclube de Guaratiba, onde foi abastecido, e decolado pouco tempo depois, antes de sofrer a queda por motivos ainda desconhecidos.
A Força Aérea Brasileira, por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), informou que investigadores foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência. O trabalho inclui a coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação preliminar dos danos causados à aeronave e o levantamento de outras informações técnicas necessárias para esclarecer as causas do acidente.
As circunstâncias da queda seguem sob apuração, e novas informações devem ser divulgadas à medida que o trabalho investigativo avança. O acidente causou grande comoção entre corporações militares e a comunidade aeronáutica do Rio de Janeiro.