A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), realizou na última terça-feira (13) a abertura oficial da campanha Janeiro Roxo, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da hanseníase. Com o tema “Janeiro a Janeiro, vencer a hanseníase é cuidar de Porto Velho o ano inteiro”, a iniciativa reforça a importância do diagnóstico precoce, do tratamento adequado e do combate ao estigma relacionado à doença.
Durante a abertura, o secretário municipal de Saúde, Jaime Gazola, destacou o compromisso da gestão com o fortalecimento da atenção básica e o cuidado contínuo da população. “A hanseníase tem cura e o tratamento é gratuito. Nosso papel é garantir diagnóstico precoce, acompanhamento adequado e informação, para reduzir o preconceito e evitar complicações”, afirmou.
A ação reuniu gestores, profissionais de saúde e representantes da rede de atenção básica, com foco na qualificação das equipes que atuam diretamente no acompanhamento dos pacientes. Durante o evento, foram repassadas orientações técnicas e distribuídos kits de apoio para auxiliar no diagnóstico e na identificação precoce de casos.
Para o gerente da Unidade de Saúde da Família Ronaldo Aragão, no bairro Nacional, Francisco Lordevani, o momento é fundamental para fortalecer o trabalho nas unidades. “O evento é importantíssimo porque orienta os profissionais sobre como repassar essas informações e acompanhar os pacientes. Também recebemos kits que serão utilizados por enfermeiros e médicos no diagnóstico da doença”, destacou.
A coordenadora municipal da Hanseníase, Sheila Arruda, ressaltou que as ações de enfrentamento à doença ocorrem de forma contínua ao longo do ano. “Trabalhamos de janeiro a janeiro na busca ativa de novos casos, por meio de capacitações com agentes comunitários de saúde e equipes da Estratégia Saúde da Família”, explicou.
Segundo a coordenadora, é fundamental que a população esteja atenta aos sinais e sintomas da hanseníase, como manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou acastanhadas na pele com perda de sensibilidade, além de formigamentos, fisgadas, câimbras e caroços dolorosos pelo corpo. “Ao perceber qualquer um desses sinais, a pessoa deve procurar uma unidade básica de saúde”, orientou.
A unidade básica de saúde é a porta de entrada para o diagnóstico e também é onde é ofertado gratuitamente o tratamento da hanseníase, o qual dura de seis a doze meses, tendo ainda o Centro de Especialidades Médicas Alfredo Silva como referência municipal para as intercorrências e situações especiais relacionadas à doença.
Com a abertura oficial do Janeiro Roxo, a Semusa reforça o compromisso de Porto Velho com a prevenção, o diagnóstico precoce e o cuidado integral e contínuo das pessoas acometidas pela hanseníase, promovendo informação, acolhimento e acesso ao tratamento durante todo o ano.
Texto: Nathalie Ventura
Foto: Gian Souza e Gabriel Moreira
Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)