A Polícia Civil de Rondônia, por meio de um trabalho minucioso de investigação, conseguiu identificar o corpo de um homem que permanecia no Instituto Médico Legal (IML) de Porto Velho como indigente. A vítima foi identificada como Gleidson P. S., ex-presidiário, encontrado morto no dia 6 de agosto do ano passado, enrolado em uma lona.
O crime ocorreu no cruzamento das ruas Vespasiano Ramos com Equador, no bairro Nova Porto Velho na capital rondoniense. À época, o corpo foi localizado sem documentos, o que dificultou a identificação imediata da vítima, levando o caso a ser tratado inicialmente como de pessoa não identificada.
A identificação só foi possível nesta segunda-feira (19), após policiais penais que atuam na triagem do presídio Urso Branco reconhecerem a vítima por meio de tatuagens, que haviam sido divulgadas em matérias jornalísticas e compartilhadas com as forças de segurança. A partir dessa confirmação, a Polícia Civil avançou nas investigações.
Durante o trabalho investigativo conduzido pela Delegacia Especializada em Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), três pessoas foram presas: Rodrigo M. L., conhecido pelo apelido de “Marujo”, Dionatan Uilei S., vulgo “Bafo”, e Jéssica Raiane A. P.. Eles são acusados de envolvimento direto nos crimes de tortura, homicídio e ocultação de cadáver.
De acordo com a Polícia Civil, após a morte de Gleidson, os suspeitos teriam enrolado o corpo em uma lona amarela e, em seguida, o abandonado no local onde foi encontrado, numa tentativa de dificultar a identificação da vítima e a elucidação do crime.
Os investigados foram presos e colocados à disposição da Justiça. O caso segue em apuração para esclarecer completamente a motivação do crime e a participação individual de cada envolvido. A Polícia Civil reforça que informações da população continuam sendo importantes para o avanço das investigações.