A intenção de consumo das famílias brasileiras registrou mais uma queda em outubro deste ano, na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (26/10) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
De acordo com o levantamento, a queda registrada neste mês foi de 0,8%, no terceiro recuo mensal consecutivo do indicador.
Apesar de o índice ter registrado baixa em outubro, ele ficou em 103,6 pontos, que é igual ao de janeiro deste ano.
A pesquisa é realizada em sete aspectos distintos:
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do Metrópoles
- Emprego anual: queda de 0,7% aos 126,6 pontos;
- Renda atual: queda de 0,3% com 122,6;
- Nível Consumo Atual: queda de 1,3% com 90,1 pontos;
- Perspectiva profissional: menos -0,6% com 102,4 pontos;
- Perspectiva de consumo: menos -1% com 107 pontos;
- Acesso ao crédito: menos 0,7% com 102,9 pontos;
- Momento para duráveis: menos -1,8% com 74,0 pontos.
O recuo foi uniforme em relação à faixa de renda. Entre os que recebem até 10 salários mínimos, a queda foi de 0,8% com o índice passando para os 101,4 pontos.
No grupo de quem recebe mais do que dez salários mínimos, a queda no mês também foi de 0,8% e o indicador ficou em 115,4 pontos.
Opinião
Mesmo com a queda no índice, o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, considera que o período é positivo para o comércio. No entanto, ele ressalva os consumidores poderiam estar mais bem preparados financeiramente.
“A proximidade com Dia das Crianças, Black Friday e confraternizações de fim de ano mexe com a mobilização de consumidores em todo o País. Ainda que a massa salarial e a taxa de ocupação tenham estabilizado em bons patamares, há incertezas no horizonte do consumidor, tanto internas quanto externas”, avalia.




