O acervo, formado pela Litoteca e pela Xiloteca, representa um passo importante para a implantação do primeiro Museu de Geologia de Rondônia. As amostras permitem compreender os processos naturais que moldaram o território amazônico ao longo do tempo e estabelecem conexões com áreas como astronomia e astrofísica, que estudam a origem dos elementos e a evolução do universo.
As rochas preservadas podem ser utilizadas em atividades comparativas com meteoritos e outros corpos celestes, auxiliando estudantes e visitantes a compreender fenômenos geológicos presentes em planetas e luas. Já a Xiloteca, que reúne diferentes tipos de madeira, contribui para estudos sobre biodiversidade e amplia o diálogo com pesquisas relacionadas à origem e adaptação da vida.
O professor Hualan Pacheco acompanhará semanalmente a conservação do acervo e as ações de divulgação científica. A proposta inclui atividades educativas, palestras e a integração de conteúdos que relacionam os materiais expostos a temas como formação dos elementos químicos, composição dos asteroides e observação astronômica. Também está prevista a criação de uma página digital para apresentar o acervo ao público e compartilhar informações científicas.
Com a consolidação do projeto, Porto Velho passa a contar com um espaço interdisciplinar voltado à geologia, biodiversidade e astronomia, fortalecendo a cidade como polo científico na região amazônica. A iniciativa também amplia as possibilidades de parcerias com universidades e instituições de pesquisa, conectando o conhecimento sobre o território local à compreensão de fenômenos do cosmos.
O acervo está disponível no Museu do Parque Natural de Porto Velho, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. A exposição conta com o apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Texto: Jhon Silva
Fotos: Secom
Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
