O governo da China parabenizou nesta segunda-feira, 26, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ter conquistado, na noite de domingo, 25, o seu quarto mandato.
“A China tomou conhecimento do anúncio do Tribunal Superior Eleitoral do Brasil sobre a vitória do presidente Lula no segundo turno e apresenta suas felicitações”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, durante uma entrevista coletiva.
“A China está disposta a trabalhar com o Brasil para avançar na construção de uma comunidade de futuro compartilhado entre China e Brasil”, acrescentou.
Guo também foi questionado sobre a declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Lula na disputa presidencial, de que não reconhece a vitória do adversário e pedirá a anulação do pleito. “A China respeita a escolha do povo brasileiro”, respondeu o porta-voz.

O presidente da China, Xi Jinping, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Wilton Junior/Estadão – 20/11/2024
A primeira ministra do Japão, Sanae Takaichi, também se dirigiu à Lula em uma publicação nas redes sociais onde disse estar “ansiosa para trabalhar com o presidente para aprofundar ainda mais a Parceria Estratégica Global entre o Japão e o Brasil”.
Nesta segunda-feira, a Rússia também celebrou a reeleição de Lula e destacou sua contribuição para o desenvolvimento das relações entre os dois países, integrantes do Brics.
“Ele fez muito, não apenas para o desenvolvimento das relações bilaterais, mas também para o avanço de processos no âmbito do Brics”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, comemorou a reeleição de Lula antes de sua coletiva de imprensa diária. “Estamos felizes”, afirmou Sheinbaum, enquanto fazia o L com a mão, marca dos apoiadores de Lula. “Muito contentes pela vitória de Lula no Brasil. Muitas e muitas felicidades ao presidente Lula e ao povo do Brasil. É um sopro de esperança para a América Latina e o Caribe”, disse a presidente mexicana antes de dar início à fala sobre seu governo.
Outros líderes estrangeiros também parabenizaram o petista pela vitória, como os presidentes de direita do Paraguai, Santiago Peña, da Bolívia, Rodrigo Paz, do Panamá, José Raúl Mulino, e do Chile, José Antonio Kast.
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Por outro lado, os presidentes da Argentina, Javier Milei, e dos Estados Unidos, Donald Trump, não fizeram comentários públicos sobre a eleição até a manhã desta segunda-feira.
Milei apoiou abertamente a campanha de Flávio e chegou a vir ao Brasil para o lançamento da candidatura, em julho. Na semana passada, o presidente argentino fez críticas a Lula nas redes sociais e se referiu ao petista como “Lula ladrão” e “esquerdista ladrão”.
Em resposta, o Itamaraty afirmou que as falas de Milei constituíam uma “nova e inaceitável tentativa de ingerência externa no processo democrático brasileiro”.
“O Presidente da República Argentina reitera mentiras difundidas por aqueles que perderam as eleições e protagonizaram o golpe militar fracassado, há quatro anos. Essa antidemocrática manifestação é inaceitável, desequilibrada, e não condiz com a postura que deve ter o chefe de Estado de um país amigo”, afirmou a pasta.
Trump não declarou apoio a nenhum candidato, mas, ao ser questionado sobre as eleições brasileiras, disse que estava “observando” e acompanhando “muito de perto”.
O filho mais velho de Trump, Donald Trump Jr, no entanto, questionou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de estender o horário de votação no País. Ele também interagiu com uma publicação que acusa Lula de manipular a disputa. / COM INFORMAÇÕES DA AFP


