As contas externas do Brasil foram deficitárias em US$5,1 bilhões em setembro. No mesmo período de 2025, o déficit havia sido de US$8,8 bilhões. Os dados foram divulgados pelo BC (Banco Central) nesta segunda-feira (26).
Os dados correspondem à diferença entre produtos exportados e importados, serviços contratados e gastos de brasileiros no exterior, além do envio de lucros para outros países.
No acumulado de 12 meses, o déficit em transações correntes acumulado somou US$60 bilhões (2,33% do PIB), ante US$63,7 bilhões (2,50% do PIB) no mês anterior e US$78,4 bilhões (3,57% do PIB) em setembro de 2025.
No mês, a balança comercial de bens foi superavitária em US$ 6,9 bilhões. No período, as exportações de bens totalizaram US$34,6 bilhões (alta de 12,9% na comparação interanual), enquanto as importações de bens somaram US$ 27,7 bilhões, o que representa uma elevação de 1,7%.
O déficit na conta de serviços totalizou US$5,2 bilhões em setembro de 2026. No mês, houve aumentos nas despesas líquidas de transporte (19,4%), totalizando US$1,6 bilhão; de aluguel de equipamentos (28,1%), somando US$1,2 bilhão; e de propriedade intelectual (8,5%), US$ 1,4 bilhão.
O Banco Central informou também que as despesas líquidas de viagens internacionais somaram US$1,4 bilhão em setembro. É um aumento de 27,7% em relação ao mesmo período de 2025.
Segundo a autoridade monetária, o déficit em renda primária somou US$ 7,2 bilhões no mês. As despesas líquidas de lucros e dividendos, associadas aos investimentos direto e em carteira, totalizaram US$5,1 bilhões, alta de 13,9%. Já as despesas líquidas com juros somaram US$2,2 bilhões, 12,2% inferiores às observadas em setembro de 2025.
Investimentos Diretos no País
Os investimentos diretos no país registraram ingressos líquidos de US$ 11,3 bilhões em setembro. Houve um avanço em comparação ao mesmo período do ano passado, quando o Banco Central contabilizou US$ 9,6 bilhões.
O documento mostra que houve ingressos líquidos de ingressos líquidos de US$8,1 bilhões em participação no capital. Desse total, US$ 4,3 bilhões, são de participação no capital, exceto lucros reinvestidos, e US$ 3,8 bilhões são referentes aos lucros reinvestidos no país. As operações intercompanhia registraram ingressos líquidos de US$3,2 bilhões.
No acumulado de 12 meses, o IDP totalizou totalizou US$88,3 bilhões (3,43% do PIB) em setembro de 2026, ante US$86,6 bilhões (3,39% do PIB) em agosto de 2026 e US$85,0 bilhões (3,87% do PIB) em setembro de 2025.
As reservas internacionais totalizaram US$362,8 bilhões em setembro de 2026, redução de US$9,8 bilhões em relação ao mês anterior. Segundo o Banco Central, contribuíram para a diminuição do estoque as variações por preço, US$3,7 bilhões; as variações por paridades, US$2,5 bilhões; as vendas no mercado à vista, U$2,0 bilhões; e a concessão líquida de linhas com recompra, US$2,0 bilhões.




