O ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol (Novo-PR), eleito senador, disse, nesta quarta-feira (22/10), que irá analisar com rigor todos os documentos entregues pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na quebra de sigilo bancário e fiscal. Segundo ele, o petista é “especialista em ocultar patrimônio”.
“Fui escalado pela campanha do Flávio para analisar os documentos entregues pelo presidente Lula. Ele é especialista em ocultar patrimônio e eu sou especialista em descobrir”, declarou em conversa com jornalistas em frente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Deltan foi escalado pela campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
“A primeira parte do meu trabalho será analisar a completude dos documentos entregues pelo presidente Lula. Lula foi desafiado e concordou em entregar uma série de documentos que englobam documentos fiscais e bancários seus e de parentes”.
“Queremos analisar esses documentos para podermos resgatar a história. A história de Lula precisa ser resgatada por meio desses documentos”, acrescentou.
Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles
A equipe de Flávio afirmou que Deltan foi escolhido por ter atuado na Operação Lava Jato. Lula se comprometeu a abrir seus dados, além dos de sua mulher, Janja da Silva, do seu filho Fábio Luís, o Lulinha, e de seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola.
“Deltan tem conhecimento sobre os métodos e engrenagens financeiras investigados na Operação Lava Jato, incluindo as teias que envolveram figuras centrais do PT e negócios ligados a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha”, justifica o PL.
A campanha afirma que ele vai verificar “cada extrato e relatório para desconstruir a narrativa petista e rastrear inconsistências”. Segundo a equipe, o ex-procurador vai analisar “com rigor” os dados do chefe do Planalto.
“Se Lula afirma não ter nada a esconder, a documentação precisa ser examinada com rigor, independência e sem concessões. O que importa não é o discurso, mas o que os documentos efetivamente demonstram”, diz.
A advogada da campanha de Flávio Bolsonaro, Maria Claudia Bucchianeri, também participará do processo de análise.
“Topamos o pedido dele. Então, absolutamente tudo aquilo que foi pedido na petição do presidente Lula vai ser entregue”, disse.
“Se eles trouxerem tudo, a gente faz. Se a gente confirmar que tudo que ele comprometeu, ele trouxe, nós vamos trazer”, destacou Bucchianeri.
Sigilo bancário
Em ato político no Maranhão, nesta semana, o presidente Lula reiterou que iria entregar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a autorização para quebra de sigilo bancário e telefônico dele e da família e cobrou que o candidato Flávio Bolsonaro faça o mesmo.
“Quero ver se ele tem coragem de abrir o sigilo bancário e o sigilo telefônico dele. Ou seja, da pessoa física e da pessoa jurídica. Os meus advogados estão com esse pedido meu, exigindo que ele faça o mesmo. Quero ver se ele tem coragem de abrir a vida secreta dele”, declarou Lula.
A promessa havia sido feita após o presidente ser alvo de provocações do adversário durante o debate da TV Bandeirantes, na noite de domingo (18/10).
O petista propôs que os dois abram suas contas bancárias e os sigilos telefônicos, incluindo os de seus familiares, e entreguem os documentos às autoridades da Justiça para avaliação antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.










