
Assembleia Legislativa de Roraima. Foto: Google Maps
BRASÍLIA — O policial militar Tenente Roney (Agir-RR), de 45 anos, se elegeu como o deputado estadual menos votado em todo o Brasil. Só 4.469 eleitores o escolheram nas urnas nas eleições de 2026, pouco mais de 0,01% dos votos válidos em Roraima, de acordo com levantamentos do Estadão a partir de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O capitão se lançou na política neste ano sob a bandeira da segurança pública. Antes das urnas, foi diretor do Departamento de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (DJDHC) da Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania de Roraima (Sejuc-RR) e presidente do Conselho Penitenciário do Estado.
Atrás de Roney, vem o ex-deputado estadual Jean Frank (PDT-RR), 52, com 4.595 votos. O empresário, que exerceu apenas um mandato na Assembleia Legislativa do Estado de Roraima (ALE-RR), voltará ao cargo 16 anos depois de tomar posse pela primeira vez.
Jean concorreu à reeleição pelo antigo PMN (hoje, Mobiliza) em 2014 e ficou na suplência. Lançou-se a deputado federal pelo extinto Patriota, que se fundiu ao PTB para formar o atual PRD, em 2018 e não se elegeu.
Presidente do PL no Amapá, Alex angariou 4.805 votos para deputado estadual. Essa foi a primeira vez que o político de 47 anos conseguiu se eleger, já que ficou na suplência nas outras duas eleições: para deputado estadual em 2014 e para vereador de Macapá em 2012, ambos pelo antigo PHS.
Esses desempenhos contrastam com o da vereadora de Praia Grande (SP) Eduarda Campopiano (PL), 23, alçada à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) com a maior votação do país nas eleições de 2026 e a segunda maior da história. Só ficou atrás de Janaína Paschoal nas eleições de 2018.
A nova deputada estadual angariou 1.956.238 votos, quase três vezes mais do que o segundo lugar, ocupado pelo deputado estadual reeleito Bruno Engler (PL-MG), 29, coordenador do movimento Direita Minas. Ambos são filiados à sigla do presidenciável Flávio Bolsonaro, a qual avançou nas urnas neste ano em comparação a pleitos anteriores.
O levantamento considera os votos nominais válidos obtidos pelos 1.035 deputados estaduais e 24 deputados distritais eleitos. Tratam-se de números absolutos, e não proporcionais.
Por isso, em média, candidatos eleitos em São Paulo e em Minas Gerais, que reúnem as maiores populações do país, costumam ter votações mais expressivas do que nomes de Roraima e do Amapá, os menos populosos.
Assim, os 81 novos deputados estaduais menos votados se elegeram por Estados da Região Norte. Juntos, somam 757.499 votos, o que representa 61,2% menos que a votação de Campopiano. Só na 82ª posição aparece a deputada distrital Dayse Amarílio (PSB-DF), reeleita com 15.440 votos.



