O Tribunal do Júri de Porto Velho condenou, na tarde desta segunda-feira (31), David Gomes, conhecido pelo vulgo “Doca”, a 21 anos e 8 meses de prisão, inicialmente em regime fechado, pela morte do comerciante Tadeu Marcelino Costa, de 36 anos. A decisão encerra uma etapa importante do processo e representa, para familiares e amigos da vítima, a sensação de que a Justiça foi feita diante da violência que tirou a vida do comerciante.
Segundo informações obtidas pelo portal de notícias Hora1Rondônia, o homicídio aconteceu na manhã de 29 de dezembro de 2024, na Rua Jaci-Paraná, bairro Nova Porto Velho, na capital de Rondônia. David era inquilino de Tadeu e, conforme relatos de testemunhas, estaria bastante alterado, supostamente sob efeito de álcool e outras drogas. A situação teria começado ainda durante a madrugada, quando o acusado passou a provocar perturbação do sossego na vila de apartamentos pertencente à vítima.
Tadeu, que mantinha um bar em frente ao conjunto de apartamentos e também era proprietário do imóvel onde o acusado morava, teria ido conversar com David para pedir que ele parasse com o comportamento. Durante a discussão, o comerciante também teria solicitado que o inquilino deixasse o apartamento, uma vez que, segundo os relatos, os transtornos provocados por ele já vinham acontecendo com frequência. Foi nesse momento que a situação acabou tomando um rumo trágico: enfurecido, David teria atacado Tadeu com uma faca, atingindo a região do tórax, em um golpe que alcançou o coração.
Após a agressão, o acusado fugiu do local, enquanto Tadeu recebeu socorro e foi encaminhado para atendimento médico. Apesar dos esforços das equipes de saúde, o comerciante não resistiu à gravidade do ferimento e morreu. Nesta segunda-feira, quase um ano e oito meses após o crime, o julgamento terminou com a condenação de David a 21 anos e 8 meses de reclusão, inicialmente no regime fechado. Para os familiares e amigos de Tadeu, a sentença representa um importante desfecho para um caso marcado pela violência e pela perda precoce do comerciante.




