O salário mínimo brasileiro deverá passar dos atuais R$ 1.621 para R$ 1.741 em 2027, conforme previsão que será encaminhada pelo governo federal no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (24) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. A nova projeção representa um aumento de R$ 120, equivalente a aproximadamente 7,4% sobre o piso vigente em 2026.
Segundo informações obtidas pelo portal de notícias Hora1Rondônia, o valor previsto para o próximo ano também terá impacto direto sobre despesas vinculadas ao salário mínimo, incluindo aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais pagos pelo governo federal. A atualização segue a política de valorização do piso nacional, que considera a inflação medida pelo INPC e o crescimento da economia, dentro dos limites estabelecidos pelo arcabouço fiscal. A estimativa anterior para 2027 era de R$ 1.717, mas foi elevada em R$ 24 após a revisão das projeções econômicas.
Durante a apresentação da nova previsão, Durigan afirmou que o reajuste está alinhado à estratégia do governo de beneficiar principalmente a população de menor renda. “O reajuste está dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente”, declarou o ministro, destacando ainda que a correção alcançará a Previdência e benefícios sociais que possuem o salário mínimo como referência. A medida, portanto, não representa apenas aumento para trabalhadores que recebem o piso, mas também amplia os valores de diversas despesas obrigatórias da União.
O governo federal tem até 31 de agosto para encaminhar o PLOA de 2027 ao Congresso Nacional. Depois do envio, a proposta será analisada pela Comissão Mista de Orçamento e posteriormente seguirá para votação dos parlamentares. Apesar da previsão de R$ 1.741, o valor ainda não é definitivo e poderá sofrer alteração até o fim de 2026, especialmente porque o cálculo considera a inflação acumulada até novembro. Caso seja confirmado, o novo salário mínimo deverá entrar em vigor em 1º de janeiro de 2027.




