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Início » Blog » Nova lei garante identificação e mais respeito às pessoas com deficiência
Geral

Nova lei garante identificação e mais respeito às pessoas com deficiência

Last updated: 29 de abril de 2026 2:54 pm
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hora1rondonia
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6 Min Read
Iniciativa busca facilitar o dia a dia de milhares de pessoas
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Carteira municipal e Colar de Girassol reforçam inclusão e reconhecimento das deficiências ocultas

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Nem toda deficiência é visível. E, muitas vezes, o que não se vê é justamente o que mais precisa ser compreendido.

Em Porto Velho, uma nova lei surge com a proposta de mudar essa realidade. A Lei Complementar nº 1.055 institui a Carteira Municipal de Identificação da Pessoa com Deficiência (CMPcD) e reconhece oficialmente o uso do Colar de Girassol, dois instrumentos que vão além da identificação: representam respeito, acolhimento e reconhecimento.

A iniciativa busca facilitar o dia a dia de milhares de pessoas que, até então, enfrentavam dificuldades para comprovar sua condição e acessar direitos básicos.

Um documento que garante visibilidade

A Carteira Municipal de Identificação da Pessoa com Deficiência é um documento oficial, gratuito e opcional, que comprova a condição do cidadão de forma prática e padronizada.

Instrumentos vão além da identificação: representam respeito, acolhimento e reconhecimentoInstrumentos vão além da identificação: representam respeito, acolhimento e reconhecimento

Com validade de cinco anos, a carteira reúne informações como identificação, tipo de deficiência e classificação médica, permitindo acesso mais ágil a atendimentos prioritários e serviços públicos.

A emissão será feita pela Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias), por meio dos CRAS, mediante apresentação de documentos e laudo médico.

Mais do que um documento, a CMPcD chega para evitar constrangimentos, especialmente em situações em que a pessoa precisa explicar repetidamente sua condição.

Segundo o prefeito Léo Moraes, a medida representa um avanço importante na construção de uma cidade mais humana e inclusiva: “Essa lei é um passo importante para garantir dignidade, respeito e inclusão. Estamos falando de pessoas que muitas vezes enfrentam dificuldades invisíveis e que precisam ser acolhidas com empatia e compreensão. Nosso compromisso é construir uma cidade mais acessível e mais humana para todos”, destacou o prefeito.

O girassol que fala sem palavras

Segundo Léo Moraes, a medida representa um avanço importante na construção de uma cidade mais humana e inclusivaSegundo Léo Moraes, a medida representa um avanço importante na construção de uma cidade mais humana e inclusiva

Discreto, mas poderoso: o Colar de Girassol é um símbolo internacional utilizado para identificar pessoas com deficiências ocultas, como transtorno do espectro autista, TDAH e outras condições não visíveis.

Na prática, ele funciona como um sinal silencioso de que aquela pessoa pode precisar de mais tempo, paciência ou apoio.

A própria lei define o colar como um instrumento complementar de identificação para esse público, reforçando a importância de um atendimento mais humanizado.

E aqui está o ponto mais importante: o colar não pede privilégio, ele pede compreensão.

O secretário municipal de Inclusão e Assistência Social, Paulo Afonso, ressaltou que a iniciativa fortalece a política de inclusão no município: “Estamos trabalhando para garantir mais dignidade e respeito às pessoas com deficiência. A carteira e o Colar de Girassol são instrumentos importantes para facilitar o acesso aos direitos e promover um atendimento mais humano e consciente”, afirmou o secretário.

Quando o invisível vira desafio

Paulo Afonso ressaltou que a iniciativa fortalece a política de inclusão no municípioPaulo Afonso ressaltou que a iniciativa fortalece a política de inclusão no município

Para quem vive com uma deficiência não aparente, o maior obstáculo nem sempre é a condição em si, mas o olhar do outro.

Impaciência em filas, julgamentos precipitados e falta de preparo no atendimento são situações comuns que, com informação e empatia, poderiam ser evitadas, relata Felipe.

 

“Nem sempre a nossa deficiência é visível. E isso faz com que, muitas vezes, a gente precise se explicar o tempo todo… em filas, atendimentos, até em situações simples do dia a dia. A carteira e o colar ajudam justamente nisso: evitam constrangimentos e fazem com que as pessoas entendam que a gente precisa de um olhar mais atento, mais humano.”

A nova legislação surge justamente para reduzir esses episódios, criando mecanismos que facilitam a identificação e estimulam uma mudança de comportamento da sociedade.

Entre a lei e a realidade

Apesar dos avanços, o desafio agora é outro: fazer a lei sair do papel.

A própria legislação prevê ações de conscientização para orientar estabelecimentos públicos e privados sobre o uso do Colar de Girassol e o atendimento adequado.

Mas a verdade é simples e direta: enquanto não houver preparo, não adianta ter documento.

Logo, não adianta ter símbolos se não houver empatia por parte de cada pessoa.

A secretária adjunta da Semias, Tércia Marília, destacou que a conscientização da sociedade é essencial para que a lei cumpra seu papel: “Mais do que identificar, precisamos conscientizar. A inclusão acontece quando existe respeito, acolhimento e entendimento das necessidades do outro. Essa é uma construção coletiva que envolve toda a sociedade”.

Um passo importante, mas coletivo

A criação da CMPcD e o reconhecimento do Colar de Girassol representam um avanço importante para Porto Velho.

Mas a inclusão de verdade não nasce só da lei, ela nasce da atitude.

É no olhar mais atento, no atendimento mais humano, na paciência em entender o outro.

Porque, no fim das contas, o que essa lei propõe não é apenas identificar pessoas com deficiência. É fazer com que elas sejam vistas e, acima de tudo, respeitadas.

Texto: Helen Paiva
Edição: Secom
Fotos: Arquivo / Secom / Internet / José Carlos

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

TAGGED:destaquePorto Velho
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