Connect with us

Mundo

Facebook foi usado para incitar tráfico humano e limpeza étnica, dizem jornais

Hora1 Rondônia

Published

on

Segundo documentos internos vazados por uma ex-funcionária e divulgados nos últimos dias por um consórcio de 17 veículos de comunicação, a empresa se expandiu globalmente sem investir o suficiente na moderação de suas plataformas, especialmente em países onde não se fala inglês

Do tráfico de mulheres em Dubai aos cartéis de drogas no México, da limpeza étnica na Etiópia a ataques contra muçulmanos na Índia, o Facebook tem sido utilizado para incentivar atividades criminosas e discurso de ódio contra minorias e falhou em proteger seus usuários em zonas de conflitos e em países onde a desinformação tem potencial de causar mais danos.

Segundo documentos internos vazados por uma ex-funcionária e divulgados nos últimos dias por um consórcio de 17 veículos de comunicação, a empresa se expandiu globalmente sem investir o suficiente na moderação de suas plataformas, especialmente em países onde não se fala inglês. A companhia opera em mais de 190 países e tem mais de 2,8 bilhões de usuários mensais que postam conteúdo em 160 idiomas.

Os documentos foram recolhidos por Frances Haugen, que trabalhou na equipe dedicada à integridade cívica no grupo de Mark Zuckerberg, antes de deixar a empresa, em maio, e enviados ao Congresso americano e ao grupo de meios de comunicação –a série vem sendo chamada de Facebook Papers ou Facebook Files.

Apesar de esforços para enfrentar a desinformação terem sido bem-sucedidos em alguns lugares, a resposta tem sido insuficiente em vários outros, afirmam as reportagens do consórcio. No fim de 2020, por exemplo, um relatório interno mostrou que apenas 6% do conteúdo de ódio postado em árabe no Instagram –rede social que faz parte do grupo– foi detectado. Outro estudo mostrou que menos de 1% do material classificado como discurso de ódio em um período de 30 dias no Afeganistão foi identificado pelas ferramentas de moderação automática.

Anúncios atacando mulheres e pessoas LGBTQ raramente foram sinalizados no Oriente Médio, e uma pesquisa recente no Egito revelou que usuários têm medo de serem presos ou atacados após postarem suas visões políticas na plataforma, informou nesta segunda-feira (25) o Politico, um dos integrantes do consórcio de imprensa que teve acesso aos documentos.

O site cita ainda o exemplo do Iraque, onde milícias sunitas e xiitas usaram ciber-ativistas para postar material profano e ilegal nas contas dos rivais, em uma tentativa de que elas fossem removidas.

No ano passado, de acordo com os documentos, apenas 13% das horas de trabalho da equipe de moderação de desinformação foram dedicadas a países fora dos EUA, cujas populações compreendem mais de 90% dos usuários da plataforma, mostrou uma reportagem publicada pelo site The Atlantic, outro membro do consórcio.

A reportagem afirma que a empresa não investiu em idiomas e dialetos falados fora dos EUA e da Europa tanto para suas ferramentas de inteligência artificial quanto para equipes que moderam conteúdo. Diz ainda que o Facebook está ciente de que seus esforços são insuficientes para combater o problema, citando um relatório de março de 2021 mencionando que essas “atividades coordenadas e intencionais” são especialmente prevalentes e problemáticas em países e contextos de risco e que “as atuais estratégias de mitigação são insuficientes”.

De acordo com a reportagem, se nos Estados Unidos há críticas sobre o papel da plataforma em disseminar teorias da conspiração que levaram, por exemplo, à invasão do Capitólio em 6 de janeiro por partidários do ex-presidente Donald Trump, em outros países a situação é mais grave.

“Esses documentos mostram que o Facebook que temos nos Estados Unidos é, na verdade, a plataforma em sua melhor versão. É a versão feita por pessoas que falam nossa língua e entendem nossos costumes, que levam nossos problemas cívicos a sério por serem problemas deles também. É a versão que existe em uma internet gratuita, sob um governo relativamente estável, em uma democracia forte. É também a versão à qual o Facebook dedica mais recursos de moderação”, sintetiza o The Atlantic.

“Em outros lugares, segundo os documentos, as coisas são diferentes. Nas partes mais vulneráveis do mundo -locais com acesso limitado à internet, onde um número menor de usuários significa que os malfeitores têm influência desproporcional-, os erros que o Facebook comete podem ter consequências mortais.”

Um exemplo concreto é o da Etiópia, país que vive uma guerra civil desde o ano passado na região do Tigré, no norte. Segundo reportagem desta segunda-feira (25) da CNN, um relatório interno de março deste ano afirma que grupos armados no país têm usando a plataforma para incitar à violência contra minorias étnicas.

Um desses grupos, acusado de cometer assassinatos, estupros e outras brutalidades contra civis no conflito, usava a plataforma para incitar a violência, promover batalhas, recrutar soldados e arrecadas fundos. Embora a equipe do Facebook tenha recomendado que a rede afiliada à milícia fosse retirada do ar, o relatório afirma que os esforços não têm sido suficientes.

A CNN também fez uma reportagem sobre a relação entre a companhia e o trabalho escravo de mulheres como domésticas no Oriente Médio. De acordo com os documentos analisados, a empresa sabe que traficantes de pessoas usam suas plataformas para esse fim desde pelo menos 2018.

Por esse motivo, em 2019, a Apple ameaçou retirar o Facebook e o Instagram da App Store, sua loja de aplicativos. Depois de um esforço emergencial para retirar do ar posts relacionados a esse tipo de crime, a ameaça não foi adiante.

Mas um relatório interno do começo deste ano observou que “ainda existem lacunas na detecção na plataforma de entidades engajadas em servidão doméstica” e detalhou como as redes sociais da empresa são usadas para recrutar, comprar e vender “empregados domésticos”. Essas pessoas são sujeitas a abusos físicos e sexuais, sendo privadas de comida e pagamento e tendo seus documentos de viagem confiscados para que não possam escapar.

Usando termos de pesquisa listados na pesquisa interna do Facebook sobre o assunto, a CNN localizou na semana passada contas ativas do Instagram que ofereciam trabalhadores domésticos para venda. Como resposta à reportagem, o Facebook removeu as contas e postagens depois que a CNN perguntou sobre eles, e o porta-voz Andy Stone confirmou que eles violaram suas políticas.

“Proibimos a exploração humana em termos inequívocos”, disse Stone. “Há muitos anos lutamos contra o tráfico humano em nossa plataforma e nosso objetivo continua sendo impedir que qualquer pessoa que queira explorar outras pessoas tenha um lar em nossa plataforma”.

Maior mercado do Facebook, a Índia, onde moram 340 milhões de usuários das várias redes sociais da empresa, também é citado várias vezes nos documentos como um caso problemático.

O jornal The New York Times, que também teve acesso aos documentos vazados, publicou uma reportagem afirmando que, com base nos papéis, o Facebook não tinha recursos suficientes na Índia e não foi capaz de lidar com os problemas que introduziu no país.

Os documentos incluem relatórios sobre como robôs (bots) e contas falsas ligadas ao partido governista e a figuras da oposição causaram estragos nas eleições nacionais. Eles também detalham como um plano defendido pelo CEO do grupo, Mark Zuckerberg, para se concentrar em “interações sociais significativas”, ou comunicações entre amigos e familiares, estava levando a mais desinformação, especialmente durante a pandemia.

O caso, segundo o jornal, confirma as críticas feitas por ativistas de direitos humanos e políticos à empresa de alcance global: de que ela entra num país sem compreender bem seus efeitos potenciais na cultura e na política locais e não consegue empregar recursos para agir sobre os problemas quando eles ocorrem.

Após o início das eleições nacionais na Índia, o Facebook implementou medidas para conter o fluxo de desinformação e o discurso de ódio no país, de acordo com um documento interno denominado Estudo de Caso da Eleição Indiana.

O trabalho pintou um quadro otimista dos esforços, incluindo o acréscimo de parceiros para verificação de fatos –a rede de terceiros com a qual a empresa trabalha para checar fatos– e a quantidade crescente de desinformação removida.

Também observou que o Facebook tinha criado uma “lista de permissão política para limitar o risco de relações-públicas”, essencialmente uma lista de políticos que receberam uma isenção especial da verificação de fatos.

O estudo não observou o problema que a empresa enfrentava com os “bots”, nem questões como a supressão de eleitores. Durante a eleição, o Facebook viu um pico de bots –ou contas falsas– vinculadas a vários grupos políticos, bem como esforços para espalhar informações incorretas que poderiam ter afetado a compreensão das pessoas sobre o processo de votação.

Em um relatório separado produzido após as eleições, o Facebook descobriu que mais de 40% das principais visualizações, ou impressões, em Bengala Ocidental foram “falsas/inautênticas”.

Um relatório publicado em março mostrou que muitos dos problemas citados durante as eleições de 2019 persistiam. Cinco meses atrás, o Facebook ainda lutava para remover com eficiência o discurso de ódio contra os muçulmanos.

 

 

FONTE: FOLHAPRESS

Dê a sua opinião!

Mundo

Desastre com ônibus na Bulgária mata 45 pessoas

Hora1 Rondônia

Published

on

Veículo ia de Istambul, na Turquia, para a Macedônia do Norte

Pelo menos 45 pessoas, entre as quais cinco crianças, morreram, na última madrugada de hoje (23), num acidente com um ônibus perto de Bosnek, localidade búlgara a cerca de 40 quilômetros ao sul de Sófia, capital do país.

Sete dos passageiros do veículo, duas mulheres e cinco homens, foram transportados para um hospital. A causa do desastre está sendo apurada.

O veículo, que se incendiou, transportava pessoas da Macedônia do Norte e da Albânia, incluindo pelo menos 12 crianças. Ele partiu de Istambul, na Turquia, e ia para Skopje, na Macedônia do Norte.

No início da manhã, as nacionalidades das vítimas ainda estavam sendo apuradas pela polícia búlgara.

Recentemente, a estrada havia sido alvo de obras financiadas por fundos comunitários. A Bulgária é um estado-membro da União Europeia desde 2007.

O último desastre rodoviário grave em território búlgaro aconteceu em agosto de 2018, quando um acidente matou 17 turistas. Esse veículo regressava para Sófia após uma viagem a um mosteiro numa região montanhosa ao norte da capital.

A Bulgária, país de 6,9 milhões de habitantes, registrou, em 2019, 628 mortes nas estradas. Em 2020, morreram 463 pessoas em acidentes rodoviários.

O mau estado generalizado das estradas está na base de grande parte dos acidentes, cujo número está entre os mais elevados da União Europeia. Aliam-se a este problema uma frota envelhecida e o excesso de velocidade.

 

 

FONTE: Agência Brasil

Dê a sua opinião!

Continue Reading

Mundo

IMAGENS FORTES: Nova rebelião em presídio do Equador deixa 68 mortos e 25 feridos

Hora1 Rondônia

Published

on

O Complexo Penitenciário do Litoral, na cidade de Guayaquil, é o mesmo local onde, em setembro, uma outra rebelião deixou 119 mortos.

GUAYAQUIL, Equador — Autoridades prisionais do Equador afirmaram que 68 pessoas morreram e 25 ficaram feridas em um confronto entre grupos criminosos rivais no Complexo Penitenciário do Litoral, na cidade de Guayaquil, mesmo local onde, em setembro, uma outra rebelião deixou 119 mortos. O novo episódio de violência ocorre mesmo com todo o sistema prisional equatoriano sob estado de exceção, decretado pelo presidente Guillermo Lasso no mês passado.

— O contexto aqui é que não havia mais líderes da gangue que controla esta ala do presídio, porque o último desses líderes foi liberado há alguns dias — afirmou, em entrevista coletiva, Pablo Arosemena, governador da província de Guayas, onde fica Guayaquil. — Outros pavilhões, com outros grupos rivais, quiseram dominá-los, entrar no local, e aí tivemos esse massacre total.

Segundo Arosemena, os grupos criminosos são ligados ao tráfico de drogas — autoridades locais e especialistas afirmam que elas possuem laços com cartéis de narcotraficantes do México, que de forma frequente levam suas disputas para os territórios de outros países, como o Equador, que servem de ponto de transporte de drogas para os EUA e Europa.

A comandante-geral da polícia, Tannya Varela, afirmou que a rebelião começou na tarde de sexta-feira, com os primeiros relatos de violência e os sons de explosões. As forças de segurança chegaram a entrar no pavilhão, onde estão 700 detentos, mas tiveram que recuar pelo que ela descreveu como “condições adversas”. Alguns dos amotinados carregavam armas e explosivos, e não pareciam intimidados pelas bombas de gás lacrimogêneo.

— Não eram as condições para uma intervenção, então buscamos outras estratégias — afirmou Varela, citada pelo El País, no início da tarde. — Às 2h20 da manhã [4h20 em Brasília], a polícia tomou a decisão de entrar, até as 7 da manhã, e permanece ali dentro. É possível que novas ações sejam tomadas.

O governador descreveu a situação como “selvageria” e “ausência de humanidade”. Imagens que circularam em redes sociais ao longo do dia mostraram detentos implorando para que a violência fosse interrompida, além dos sons de tiros e explosões, também ouvidos por moradores de bairros próximos.

Parentes de pessoas presas em Guayaquil aguardam notícias do lado de fora da prisão, em 13 de novembro de 2021 — Foto: Fernando Mendez / AFP

No começo da noite, o governo equatoriano afirmou que a situação voltou a a ficar tensa no presídio, com registros de novos confrontos.

— O governo nacional precisa informar: neste momento estão ocorrendo incidentes no interior da Penitenciária do Litoral, estão ocorrendo ataque de um pavilhão contra o outro — declarou, em coletiva de imprensa, o porta-voz da Presidência, Carlos Jijón. Ele revelou ainda que o presidente, Guillermo Lasso, está liderando um comitê de crise em Guayaquil, e convicou “setores da sociedade civil para começar a organizar um diálogo para tentar impedir a barbárie que está em curso.”

Militares observam parentes dos detentos do lado de fora do Complexo Prisional do Litoral, em Guayaquil, no Equador Foto: VICENTE GAIBOR DEL PINO / REUTERS

Calamidade

A nova rebelião ocorre pouco mais de um mês depois de um dos maiores massacres penitenciários da história da América Latina, quando 119 pessoas foram mortas, algumas delas decapitadas, no mesmo complexo prisional. O episódio teve mais vítimas do que o massacre do presídio do Carandiru, em São Paulo, quando 111 presos foram mortos em uma ação da polícia em 1992.

No incidente, gangues rivais disputavam o controle do pavilhão cinco do presídio de Guayas 1, usando facas, pedaços de pau, armas de fogo, granadas e até escopetas — imagens divulgadas em redes sociais mostraram alguns detentos portando armas de grosso calibre enquanto caminhavam pelos telhados e faziam disparos.

Em resposta, Guillermo Lasso declarou estado de exceção no sistema carcerário por 60 dias, “motivado por grave comoção interna”. O decreto autoriza a suspensão dos direitos civis dos detentos e o uso de força policial.

— É lamentável que os presídios estejam se transformando em território de disputa de poder [entre gangues criminosas] — declarou Lasso, em entrevista coletiva em Guayaquil, um dia depois do massacre. — [Estamos tomando ações para] retomar o controle da Penitenciária do Litoral e evitar que esses eventos se repitam.

Mas, como se viu não apenas na madrugada deste sábado, mas também em outros incidentes desde o massacre do final de setembro, a medida não foi suficiente para enfrentar o estado de calamidade do sistema prisional equatoriano. Hoje o número de detentos é 30% maior do que a oferta de vagas, e as prisões são conhecidas pela falta de guardas, corrupção e violência relacionada às gangues. Desde janeiro, são mais de 300 detentos mortos.

No caso do Complexo Penitenciário do Litoral, em Guayaquil, o local reúne um terço dos 39 mil presidiários do país, que são vigiados por 1.500 guardas (3 mil a menos do que o necessário, segundo especialistas).

— Na América Latina, infelizmente, nos tornamos o país com o maior massacre carcerário nos últimos anos, acima do Brasil e a Venezuela — disse à AFP o equatoriano Freddy Rivera, especialista em segurança e tráfico de drogas, em outubro.

Há cerca de um mês, Lasso ampliou o estado de exceção para todo o país, com o objetivo de conter a escalada de violência, em boa parte também relacionada ao tráfico de drogas. Apesar de ter sido inicialmente bem recebida pela população, especialistas apontam que pode ter sido uma manobra para conter o crescente descontentamento social e político com o seu governo.

Via O Globo e agências internacionais

Dê a sua opinião!

Continue Reading

Mundo

INTERNACIONAL: Presidente se reúne com emir de Dubai

Hora1 Rondônia

Published

on

Encontro ocorreu após visita à Expo 2020

O presidente Jair Bolsonaro se reuniu hoje (13) com o emir de Dubai, Mohammed bin Rashid Al Maktoum, que também é primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos.

O encontro ocorreu após visita à Expo 2020 e logo em seguida ao desembarque do presidente em Dubai, por volta das 7h (horário de Brasília). Bolsonaro divulgou um vídeo do encontro em sua conta na rede social Facebook.

De acordo com o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente que o acompanha na viagem, o emir recebeu das mãos de Bolsonaro a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul que, segundo o Itamaraty, é a mais alta condecoração brasileira atribuída a cidadãos estrangeiros.

De acordo com a agenda oficial, Bolsonaro deve participar amanhã (14) de fórum com investidores e visita ao pavilhão da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) na Dubai Airshow, evento do setor aeroespacial, além de voltar ao pavilhão do Brasil na Expo 2020.

O evento, que começou em outubro e tem duração de seis meses, é uma das maiores feiras internacionais do mundo, com a presença de delegações oficiais e representantes de empresas e do terceiro setor.

Bolsonaro fica em Dubai até a próxima terça-feira (16), quando seguirá para uma rápida passagem pelo Bahrein e pelo Catar. Integram a comitiva presidencial os ministros da Economia, Paulo Guedes, e das Relações Exteriores, Carlos França, entre outras autoridades.

 

 

FONTE: Agência Brasil

Edição: Graça Adjuto

Dê a sua opinião!

Continue Reading

Em alta

Mais lidas