DEMOROU MUITO: Daniel e PSB chegam na coligação com o PDT de mãos vazias e com governo sem identidade socialista

Governador esperou chegar prazo de proibições eleitorais para se definir, sem poder computar as ações do governo que serão atribuídas ao MDB de Maurão

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PORTO VELHO: Apesar de ter reiteradas vezes afirmado que não seria candidato ao governo e que apoiaria o Senador Acir Gurgacz (PDT) na corrida eleitoral que termina em outubro, a indecisão do governador Daniel Pereira e do seu partido, o PSB, acabou atrapalhando o planejamento do senador, que organizava sua pré-candidatura e servia de bombeiro para apagar incêndios com relação a coligação com o partido comandado por Mauro Nazif (PSB).

Enquanto Daniel dizia que apoiava Acir, nos bastidores pessoas ligadas ao chefe do executivo trabalhavam apoio ao seu nome, a fim de lançar candidatura própria do PSB. Tentavam valorizar ao máximo o passe do governador, conversando com outras legendas inclusive, sugerindo ainda o nome do ex-prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires como segunda opção do partido, já acertado com Acir para o Senado.

Apesar de já estar apalavrado, Daniel esperou vencer o período em que poderia trabalhar as ações do governo do estado em prol do líder pedetista e o apoio chega pela metade. Não podendo mais participar de inaugurações, de assinaturas de convênios e nem de repasse de recursos às prefeituras ou associações, o que dá visibilidade política, Acir recebe o PSB na coligação, sem os benefícios do governo do estado. Pelo contrário, a partir de agora só aparecerão na conta de Acir e da coligação, tudo o que for negativo por parte do governo do estado, pois, os adversários vão saber ligar a Acir, mesmo ele não tendo participado efetivamente das benesses do poder.

Daniel entra na campanha de Acir como entrou na campanha de Confúcio Moura. Com a cara e a coragem, sem muito a oferecer, pois as ações de governo serão todas computadas ao MDB, que foi quem governou de direito até o mês de abril, mas com suas ações de fato até hoje.

Embora Daniel insista dizer se tratar de um novo governo, o dificilmente conseguirá levar para o palanque pedetista, as conquistas peemedebistas. Com isso, só o resultado final mostrará se a entrada do PSB na coligação com o PDT foi positiva para os dois lados, ou só para o PSB, que vai conseguir colocar seus candidatos numa coligação forte, sem muito esforço ou contrapartida.

Enquanto o PDT entra na campanha com nomes fortes como Airton Gurgacz, Rosangela Donadon e tantos outros para estadual, e Melki Donadon e Silvia Cristina para federal, o PSB se encosta com Cleiton Roque buscando a reeleição à Assembleia, desgastado com a cassação da esposa Juliana (prefeita de Pimenta Bueno), e com o ex-prefeito de Porto Velho, Mauro Nazif, que na busca pela reeleição em 2016, mesmo com a prefeitura na mão, não chegou nem ao segundo turno.

Acir vem montando uma estrutura de campanha de causar inveja a todos e espera contar com o PSB inteiro, já que as ações governo chegaram só pela metade, e a metade não tão boa.