Perito inocenta pai e madrasta de Isabella Nardoni e acusa uma terceira pessoa

Entretanto, a Justiça alega que este ultrapassa os direitos de liberdade de expressão e parte para o sensacionalismo.

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Você lembra do caso da menina Isabella Nardoni? A repercussão foi nacional quando aconteceu em março de 2008. Uma criança de cinco anos foi arremessada pela janela do sexto andar na zona norte de São Paulo.

O pai Alexandre e a madrasta Anna Jatobá foram culpados pela morte da garota. Até hoje, ambos encontram-se presos e são muitos conhecidos pelo caso, porém a culpa não foi assumida pelo casal.

Um livro foi escrito pelo perito George Sanguinetti, que foi contratado pelo casal Nardoni para investigar todo o caso que aconteceu em 2008. O perito, em seu livro, inocenta o pai e a madrasta de Isabella Nardoni e culpa uma terceira pessoa.

Segundo o que é afirmado no livro ”A condenação do casal Nardoni – erros e contradições periciais”, um homem teria entrado no apartamento onde a menina estava passando um final de semana e teria abusado sexualmente dela, posteriormente a jogando pela janela.

O livo acusa um pedófilo de ter feito tal ato, mas a 3° Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) votou para manter proibida a publicação da obra do perito, uma vez que, na visão da Justiça, é feita sem embasamentos jurídicos e periciais.

A Justiça chegou a conclusão de que as lesões sofridas por Isabela Nardoni não têm quaisquer relações com abusos sexuais, e sim com violência.

A justificativa do perito é que o livro teria puro caráter acadêmico, uma vez que o caso Nardoni se tornou objeto de estudos para faculdade de Direito. Entretanto, a Justiça alega que este ultrapassa os direitos de liberdade de expressão e parte para o sensacionalismo.