A história arrepiante por trás da menina que ninguém pôde resgatar

Omayra faleceu as 10 horas da manhã do dia 16 de novembro de 1985. Além dela, seu pai também faleceu. A mãe da menina, que viajava à negócios, declarou profunda tristeza pela perda.

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Omayra Sánchez Garzón, colombiana, nascida em 28 de agosto de 1972, morreu com apenas 13 anos de idade em Armero, em 16 de novembro de 1985, vítima da erupção vulcânica que aconteceu no vulcão Nevado del Ruiz.

A menina permaneceu presa sob os escombros por três dias depois que uma avalanche destruiu sua casa. A coragem de Omayra ficou gravada na mente de diversas pessoas. Durante todo o tempo de luta da menina pela vida, ela foi confortada por jornalistas e voluntários. Após impressionantes 60 horas de luta, a pequena faleceu vítima de uma gangrena e hipotermia.

Sanchés ficou conhecida internacionalmente por meio de uma foto feita pelo fotojornalista Frank Fournier, que retratava no olhar da menina o sofrimento de quem espera pela morte. Na foto os olhos dela se conectam com a câmera e comovem. O sentimento da foto foi tão grande que ganhou o prêmio World Press Photo of the Year.

A menina vivia com o pai, os irmãos e uma tia na cidade de Santander, Colômbia. Quando a casa foi atingida pela avalanche, ela ficou presa sobre os restos da casa. As equipes de resgate tentaram retira-la, mas o concreto que cobria o teto da casa de Omayra imprensaram as suas pernas, tornando o resgate impossível.

O resgate dela seria desumano, pois teriam que cortar suas pernas

Ela permaneceu confiante durante as 60 horas, concedeu entrevista, pediu comida e bebeu refrigerante. Em alguns momentos ela chorou assustada e orou a Deus. Só na terceira noite começou a ter alucinações. Quando sua vida estava perto do fim, seus olhos ficaram avermelhados, seu rosto inchou e sua mão ficou mais clara. Foi aí que ela pediu para que todos a deixassem para que pudesse descansar.

Omayra faleceu as 10 horas da manhã do dia 16 de novembro de 1985. Além dela, seu pai também faleceu. A mãe da menina, que viajava à negócios, declarou profunda tristeza pela perda.