Caso de polícia: rejeitado pelos agentes penitenciários na campanha eleitoral, agora o governador Marcos Rocha cria clima de perseguição na categoria

Durante a campanha eleitoral, Marcos Rocha, que havia sido secretário da Sejus, foi exaustivamente denunciado pelos agentes penitenciários como perseguidor de servidores públicos. Uma vez eleito, o coronel governador voltou-se contra os desafetos políticos, atiçando a polícia contra eles e os colocando sob comando militar. A situação ameaça desandar para a violência.

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Durante a campanha eleitoral, os agentes penitenciários do Estado declararam apoio ao candidato Expedito Júnior (PSDB) e foram para a televisão denunciar perseguições do ex-secretário da pasta, coronel Marcos Rocha (PSL), contra a categoria.

O militar reformado da PM ganhou a eleição e, há menos de um mês no cargo, declarou uma verdadeira guerra contra a categoria, jogando a Polícia Militar contra os agentes e, inclusive, decretando intervenção nos presídios, colocando seus desafetos políticos sob comando militar.

Nesta terça-feira, a  situação piorou com a prisão de um agente penitenciário pela Polícia Militar. O agente teria se recusado a abandonar seu posto para comparecer a uma corregedoria itinerante aberta, arbitrariamente, pelo Governo do Estado com a única finalidade de punir os agentes.

Ocorre que, segundo o sindicato da categoria, esta corregedoria não encontra qualquer amparo em lei, pois desrespeita o direito à ampla defesa, ao contraditório e aos ritos do processo administrativo disciplinar.

Tal atropelo jurídico criou uma confusão que foi parar na Central de Polícia, conforme explica, no vídeo, a presidente do Singeperon, Dahiane Gomes.

A polícia deu ordem de prisão ao agente, o advogado do sindicato deu ordem de prisão ao coronel PM Fábio Alexandre, acusando-o de abuso de autoridade, e foram todos parar na Central de Polícia.