Clima de ameaça, rumores sobre gravação de deputados e promessas de cargos no Governo marcam início da disputa pela Mesa Diretora da ALE

Nos corredores da Assembleia comenta-se que, para eleger Heyder Brasil, cada deputado que se bandeasse para a chapa governamental poderia ser contemplado com até 40 cargos comissionados no Governo de Marcos Rocha.

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Circulam em alguns gabinetes da Assembleia Legislativa de Rondônia rumores de que deputados da oposição,  que articulam uma chapa para disputar o comando da Casa, poderiam estar sendo vítimas de gravações clandestinas.

O grupo de deputados da oposição já conta com a adesão de pelo menos 17 parlamentares e terá como oponente o candidato chapa branca sargento Eyder Brasil (PSL), cujo padrinho, o coronel-governador Marcos Rocha,  vem emitindo sinais de hostilidade ao parlamento.

Sob o compromisso do anonimato, dois deputados disseram ao Tudorondonia terem ouvido falar que seus telefones celulares estariam grampeados porque aderiram ao ao grupo oposicionista ao governo do coronel, que compôs sua administração com vários policiais civis e militares.

Grampos telefônicos só podem ser feitos mediante autorização judicial, para fins investigativos.

A eleição da Mesa Diretora ocorre em 1º de fevereiro e o clima é de tensão devido à enorme pressão que o Governo começou a exercer sobre a Assembleia.

A situação ficou ainda mais tensa com a postagem, no Facebook,  feita nesta sexta-feira pelo advogado de Marcos Rocha, Richard Campanari.