Bolsonaro pede que STF trate Lula como bandido comum

Habeas corpus que busca evitar prisão do ex-presidente após condenação em segunda instância está sendo julgado no Supremo nesta tarde (4)

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Na companhia do ator Alexandre Frota, o pré-candidato à sucessão presidencial do PSL, Jair Bolsonaro, defendeu que o STF (Supremo Tribunal Federal) trate o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um “bandido comum”.

Em protesto em Brasília nesta quarta-feira (4), ele pregou que a Suprema Corte tenha um compromisso com o país e que ela não seja desmoralizada. “Lula não é um bandido especial. Ele é um bandido comum como qualquer outro. A gente espera que, após a votação, o juiz federal Sérgio Moro possa determinar a prisão dele”, disse.

Em discurso improvisado, após ser impedido de subir no caminhão de som do movimento Limpa Brasil, ele defendeu a declaração do comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas. “O Exército brasileiro nunca esteve ligado à partido nenhum. O partido dele se chama Brasil”, disse.

Durante a participação de Bolsonaro, Alexandre Frota atuou como uma espécie de assessor político. Em fala inicial, ele soprou mais de uma vez palavras para que fossem citadas pelo pré-candidato presidencial. Num dos momentos, por exemplo, lembrou Bolsonaro de fazer um agradecimento às mulheres.

Filiado ao PSL de Bolsonaro e pré-candidato à Câmara, Frota também elogiou a manifestação do general Villas Bôas, bem-vinda num país “cheio de viadinhos”.

“Brasil precisa de homem. Tem muito viradinho nesta porra de Brasil, tudo é encheção de saco”, afirmou.Como o movimento Limpa Brasil não permite que políticos subam em seu carro de som, Bolsonaro e Frota tiveram de discursar do asfalto, mas com um microfone cedido pelo grupo. Na sequência, o presidenciável se aproximou de uma caminhão de som do movimento ruralista, que o convidou a subir. Em cima do veículo, e com um chapéu de peão nas mãos, Bolsonaro prometeu que, caso seja eleito, unirá os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente. “Assim não haverá mais conflitos”, disse.

Ele se posicionou contra o Funrural e prometeu que, se tomar posse como presidente, haverá uma carreata de tratores na cerimônia de posse. “Nós precisamos de um presidente que não atrapalhe o produtor rural”, disse. Perguntado pela Folha, Frota disse que não pretende trabalhar na campanha de Alexandre Frota e disse que não pensa em se tornar ministro caso Bolsonaro seja eleito. “Vou trabalhar na minha campanha para deputado federal”, disse.


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