Prefeito desconta salário de Trabalhadores em educação e categoria decide manter a greve

A decisão da categoria se deu após as inúmeras tentativas de negociação com a Prefeitura da Capital.

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Em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira, dia 28/03, os trabalhadores em educação do município de Porto Velho decidiram manter por tempo indeterminado a greve iniciada no dia 23/02.

A decisão da categoria se deu após as inúmeras tentativas de negociação com a Prefeitura da Capital.

No dia 21/03 o secretário Municipal de Educação, Marcos Aurélio Marques, se reuniu com uma comissão de negociação formada por representantes da categoria. Na oportunidade foi feito um levantamento com base nas contas da Semed, chegando-se à conclusão que havia condições de cobrir pelo menos parte das perdas salariais da categoria.

Porém, para surpresa e indignação dos trabalhadores em educação, na reunião do dia 26/03, marcada para oficializar a proposta que poderia encerrar a greve, o secretário compareceu apenas para “dar um recado do prefeito” e anunciar que não haveria mais acordo, nem negociações, nem valor algum a ser repassado.

Os integrantes da comissão de negociação e os demais trabalhadores em educação estranharam o fato de o secretário ter comparecido à reunião escoltado por segurança armado.

Além de fechar as portas para o diálogo, o prefeito Hildon Chaves determinou o desconto dos dias parados e a redução dos valores do Auxílio Alimentação e do Abono Permanência dos trabalhadores em educação que aderiram à greve.

O desconto é ilegal e indevido, pois a greve foi julgada legal pela Justiça, e o Supremo Tribunal Federal possui entendimento pacificado de que não se pode cortar o salário de servidores em greve.

Com essa atitude, a administração do prefeito Hildon Chaves demonstra total falta de compromisso com a educação e descaso com a luta da categoria, que encontra-se com salários defasados e lutam por melhorias.

A partir dessa decisão da categoria de manter a greve, na próxima semana o comando de greve estará em ação, com visitas às escolas visando mobilizar os trabalhadores em educação para que reforcem a luta e também para realizar manifestações e atos públicos com a finalidade de buscar o apoio da sociedade e esclarecer acerca da verdadeira situação da educação no município.

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