Compra de 250 toneladas de Cal levanta suspeita – VÍDEO

v

0
530

Uma compra de cal para pintar ‘meio fio’ chamou a atenção pela quantidade adquirida pela prefeitura de Porto Velho. De uma só tacada, o prefeito Hildon Chaves (PSDB), através de Semisb adquiriu quase três carretas de 40 toneladas cada.

Em novembro de 2017, através do empenho 008317/2017, a capital de Rondônia pagou R$112.977,30 por 15.735 sacos de cal de 8 kg cada. Este montante equivale a cerca de 125 toneladas. Este suposto comboio de carretas chegou com a Nota Fiscal:2685 e foi recebida por três servidores públicos, que atestaram o recebimento e entrada no estoque da Semisb. (CONFIRA ANEXO AO FINAL DA REPORTAGEM)

Chama a atenção que a empresa que vendeu o Cal tem na sua atividade principal o ramo de papelaria.  Não se tem informação do depósito municipal onde poderiam estar estocadas as quase três carretas de Cal.

GASTOU TUDO?

Em período chuvoso, não se tem noticia de nenhuma mega operação de pintura em Porto Velho que tenha consumido os 125 mil quilos do pó branco, que dariam para pintar cerca de um milhão de metros quadrados.

Isso mesmo, pode ter sido todo o estoque consumido, porque ainda em novembro, novo empenho foi emitido para compra de mais Cal.

No novo processo de compra (ainda não pago), mais 17 mil sacos estão prontos para serem entregues ao município. Desta vez, mais 136 toneladas, que necessitariam de pelo menos quatro caminhões ‘bi-trem’ para entregar a carga. No total,em apenas um mês, mais de 250 toneladas de cal, que dariam para pintar mais de dois milhões de metros quadrados. (CONFIRA ANEXO AO FINAL DA REPORTAGEM)

CAÇANDO O CAL BRANCO

O Rondoniaovivo esteve na Semisb, localizada nas proximidades do Hospital de Base, na zona norte da capital. No departamento de estoque da Secretaria, a equipe de reportagem em busca de informações, foi recebida por um funcionário publico se recusou a dar informações e ainda fez acusações, dizendo que os jornalistas trabalhavam para uma vereadora. Grosso e mal educado, mandou a reportagem ir atrás do secretário Prestes.

Um funcionário mais solícito indicou um pequeno depósito aos fundos do pátio da secretaria. Lá a reportagem encontrou uma sala, com cerca de 1000 sacos. Não encontramos ninguém que tenha visto carretas descarregando esta imensa quantidade de Cal.

Em consulta a duas grandes e conceituadas empresas da capital, uma de material de construção e outra de distribuição de tintas, apurou-se que na primeira, tem atualmente um estoque de 209 sacos. A outra, gigante especialista em pinturas, tem 629 sacos de 8kg.. Nenhuma empresa mantem um estoque tão grande que possa ter entregado 125 toneladas tão rapidamente como a pequena papelaria o fez.

Na empresa que vendeu o Cal para a PMPV, a reportagem conseguiu averiguar que tinha apenas três sacos para venda ao consumidor.

FISCALIZAÇÃO

Órgãos fiscalizadores já estão no caso e novas informações devem ser dadas no transcorrer desta semana. Informações de bastidores dão conta que a saída do Coronel Crisostomo pode ter ligação com estas compra, que levanta suspeita pelos altos quantitativos. Cabe uma investigação célere, com uma ação de busca e apreensão para tentar se localizar esta imensa carga de pó branco para pintura comprados pela prefeitura da capital.

Compra de 250 toneladas de Cal levanta suspeita - VÍDEO
Compra de 250 toneladas de Cal levanta suspeita - VÍDEO

 


DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here